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Nos últimos quatro anos, no Brasil e no resto do mundo, ganharam maior evidência as chamadas “canetas emagrecedoras”. Elas são medicamentos injetáveis que simulam hormônios naturais do corpo que sinalizam saciedade ao cérebro e controlam a liberação de insulina.
Inicialmente desenvolvidas para fins médicos em pacientes diabéticos e controle de açúcar no sangue, foram notados com o passar do tempo efeitos de emagrecimento em quem utilizava-as. Com isso, parte da população que buscava perder peso, começou a se apropriar do uso com esse intuito. Entretanto, diversos casos não foram satisfatórios, levando a problemas clínicos pelo seu mau uso ou aquisição.
A atual presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia Regional Mato Grosso do Sul Bianca Rahal Paraguassu esteve presente no Jornal da Hora, e falou sobre os efeitos da substância. A médica comentou sobre os efeitos positivos que as canetas trouxeram para a medicina atual.
“A gente começou a ver que as pessoas(que aplicavam o medicamento) começaram a emagrecer, mas perdendo peso onde precisa, que é a gordura visceral. Ela é a gordura da barriga […], que é a parte perigosa e aumenta a nossa chance de ter infartos e derrames”, disse ela.
Mesmo assim, a presidente alertou, aos microfones do Grupo Hora, a importância do acompanhamento médico que muitas pessoas não têm feito. “Eu tenho que ter uma boa indicação e um acompanhamento, porque como vou saber a dose correta e os efeitos colaterais? Tem muita medicação falsificada, muitas estão má condicionadas. Existem pessoas vendendo como se fosse droga ilícita, meio às escuras”.
Por João Arakaki
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