
Desde junho, o centro da capital está sendo interditado por obras do Reviva Campo Grande, que revitalizará a região do microcentro e a Rui Barbosa. Dentro do projeto de revitalização da Rui Barbosa, estão programados 4 quilômetros de drenagem, eliminando pontos de alagamentos ao longo de todo o trajeto da rua desde o ponto de partida nas proximidades da Universidade Federal.
É natural que qualquer tipo de obra cause um incômodo, mas para os comerciantes da região, foi maior do que o esperado. De acordo com a empresária, Cintia Guandalim, dona de uma ótica na Rui Barbosa, afetou totalmente o fluxo de pessoas no local, consequentemente afetando a economia de seu comércio. “Teve dia que o fluxo foi zero”, destacou. Ela relata que os engenheiros do projeto foram em cada estabelecimento, garantindo que a obra duraria apenas duas semanas e que deixariam uma parte da pista liberada para a passagem de veículos, a fim de não perder o fluxo de clientes no local. O que não foi cumprido.

“A promessa que os engenheiros fizeram quando vieram conversar com a gente, seria de que sempre ficaria uma via de acesso para os veículos, e não foi o que aconteceu. Nem o prazo que seria da interdição foi cumprido, pois passou de 2 semanas. Ele veio, informou que o processo que seria feito – a canalização – duraria uns 10 dias, depois disso, no máximo 15 dias estaria tudo pronto e a obra não passaria de um mês, mas não foi isso que aconteceu”, relata a empresária.

Desde março de 2020, comerciantes têm sido afetados economicamente. Foram diversas as vezes em que tiveram que fechar seu empreendimento, por conta do lockdown determinado pelas autoridades públicas. Cintia enfatiza que o comerciante não teve tempo para se reestruturar após a pandemia. “Eu entendo que precisava dessa obra, só que a gente já passou pela pandemia, pelo lockdown, e agora fomos surpreendidos por mais essa reforma, não tivemos um momento para se estabilizar”, finalizou.
texto: Evelyn Mendonça

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