Rachas na centro-direita e embates diretos marcam a rodada decisiva no 2º turno 

Governadores e governadoras eleitos nas eleições de 2º turno nedte domingo

Embates diretos entre direita e esquerda e rachas de antigas alianças de centro-direita prevaleceram nas disputas de 2º turno das eleições ao governo estadual e do Distrito Federal. A rodada decisiva ainda combinou disputas de continuidade administrativa com embates diretos. 

Nos Estados do Acre e Espírito Santo os candidatos com posicionamentos conservadores optaram pela candidatura de Flávio Bolsonaro. Mas em quatro disputas, os confrontos diretos ficaram no empate em 2 a 2: O campo Progressista, apoiado por Lula, venceu no RN e no AM. Já o campo conservadorm com respaldo de Flávio, foi vencedor no Distrito Federal e no Espirito Santos.

Vitórias progressistas

No Rio Grande do Norte, Cadu De Lula De Lula (PT) venceu com 50,78% dos votos válidos. A disputa potiguar foi uma das mais acirradas do país. O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, liderou um movimento de centro articulando críticas ao desgaste e à baixa aprovação da gestão estadual. Em resposta, Cadu adotou o nome político ligado diretamente ao presidente Lula para mobilizar as bases petistas e desvencilhar sua imagem dos índices negativos do governo estadual.

No Amazonas, Omar Azis (PSD) venceu com 59,96% dos votos válidos. A disputa refletiu com nitidez a polarização nacional. Aziz, experiente ex-governador e senador, ancorou-se no apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com ampla força eleitoral no interior do estado e entre o eleitorado feminino e católico. Já a Professora Maria do Carmo apoiou-se no voto bolsonarista da capital, Manaus, tendo forte respaldo do segmento evangélico e defendendo pautas liberais e de e de segurança pública.

Vitórias conservadora

No Distrito Federal (DF), Celina Leão (PP) foi reeleita com 57,21% dos votos válidos. Celina quase liquidou a fatura no 1º turno (ficando na casa de 49,9% dos votos válidos) e centrou sua campanha nas entregas de infraestrutura e programas sociais no Distrito Federal. Leandro Grass, por sua vez, tentou explorar as vulnerabilidades da atual gestão — com forte ênfase na crise e no rombo financeiro do Banco de Brasília (BRB) e nos gargalos crônicos do sistema público de saúde.

Espírito Santo (ES) – O governador Lorenzo Pazolini (Republicanos) obteve 52,01% dos votos válidos. Pazolini, ex-delegado e que renunciou à prefeitura de Vitória para a disputa estadual, apresentou sua gestão na capital como vitrine de eficiência administrativa e rigor na segurança pública. Ferraço contra-atacou destacando sua larga experiência política e a sólida estabilidade fiscal alcançada pelo Espírito Santo nos últimos mandatos, acusando o oponente de isolacionismo político.

Confronto centro-direita e conservadorismo 

No Acre (AC), Mailza Assis (PP) foi eleita com 66,16% dos votos válidos. O embate foi travado internamente no campo da centro-direita e do conservadorismo. Mailza apostou fortemente na defesa da continuidade dos serviços estaduais e na estabilidade fiscal, enquanto o senador Alan Rick buscou capitalizar o eleitorado evangélico e conservador, articulando um discurso focado em segurança nas fronteiras e críticas à gestão da saúde estadual.

Tocantins – O candidato Vicentinho Júnior (PSDB) venceu com 63,95% dos votos válidos. O segundo turno colocou frente a frente dois congressistas de peso com perfis e bases eleitorais consolidadas. A senadora Dorinha defendeu seu histórico de articulação por recursos para a educação e parcerias com municípios, enquanto o deputado Vicentinho Júnior conquistou forte tração entre o eleitorado jovem e nos maiores centros urbanos tocantinenses, encampando discursos de dinamização do agronegócio e atração de novos investimentos para a infraestrutura regional.

Redação

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