“Somos a alternativa aos dois grupos que tradicionalmente comandam” diz pré-candidata à presidência da OAB, Giselle Marques

Giselle Marques

Em novembro deste ano acontecem as eleições que definirão as novas diretorias da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Em Mato Grosso do Sul, além das pré-candidaturas de Luís Cláudio “Bito”, que representa a atual diretoria, e da advogada Rachel Magrini, pela oposição, a disputa pela presidência da Seccional da OAB de MS também contará com a participação da advogada Giselle Marques, também de oposição, considerada uma alternativa entre os grupos que tradicionalmente comandam a OAB/MS. 

Giselle coordena o movimento “OAB que Queremos”. Em entrevista ao Jornal da Hora, ela explica que a iniciativa surgiu como uma possível terceira via na disputa pela presidência. “O movimento é uma alternativa aos dois grupos que tradicionalmente comandam o poder na Ordem dos Advogados do Brasil”, relatou.

Marques destaca que a advocacia está sendo desprestigiada. Ela explica que isso acontece por causa da proliferação de cursos jurídicos no Brasil, alguns até de baixa qualidade, aumentando o número de profissionais no mercado de trabalho, maior do que o necessário. 

“Hoje nós temos 1,2 milhão de advogados em todo o país. É um número muito grande que tira a possibilidade de que o profissional que se torna um advogado tenha um mercado capaz de absorver o seu trabalho. Então nós estamos vendo a advocacia muito mal remunerada” destacou.

De acordo com a pré-candidata, esse quadro de dificuldade é o que motivou a criação da “OAB que Queremos”. “É um movimento coletivo formado por advogadas e advogados que querem uma OAB voltada para a valorização profissional da carreira da advocacia”, finalizou. 

Sobre a atual gestão, ela ressalta que estão promovendo uma falsa polarização entre a atual diretoria da OAB/MS e a OAB nacional, atualmente coordenada por Felipe Santa Cruz. “O pré-candidato à presidência pela atual gestão é conselheiro federal, e durante toda a gestão de Felipe Santa Cruz, ele e os conselheiros federais nunca se posicionaram contrários a qualquer coisa que o Felipe fizesse ou dissesse”, enfatizou. 

“Eu falo falsa, porque enquanto interessava o apoio do Felipe Santa Cruz, ninguém se opôs, ninguém falou nada, agora a gente assiste vídeos do atual presidente e da atual gestão criticando o Felipe. Por que não criticaram durante a gestão? Isso me parece oportunismo e casuísmo. A advocacia não gosta disso. Nós gostamos de verdade, olho no olho”, concluiu Giselle Marques.

Confira a entrevista na íntegra clicando neste link

Texto: Evelyn Mendonça