Subsecretaria do Bem-Estar Animal é cara e não produtiva, diz vereador Prof. André

Vereador Prof. André (REDE)

Neste mês, lideranças de ONGs (Organização não governamental) de Campo Grande se reuniram em frente à Câmara de Vereadores, reivindicando a implantação imediata do centro de acolhimento, triagem, castração e adoção dos animais abandonados de maus tratos que estão nas ruas morrendo. Após o ato, os vereadores Prof Juari (PSDB), Prof. André (REDE), Ademir Santana (PSDB) e Silvio Pitu (DEM) procuraram as lideranças para prestar apoio. 

Em entrevista ao Jornal da Hora nesta segunda-feira (26) o médico veterinário e vereador Professor André explicou que devem ser providenciadas políticas sérias de castração em massa e locais de abrigo adequados para os animais, em parceria com a iniciativa privada, além de ter uma articulação melhor com a Subsecretaria de bem estar animal. “Atualmente, a capital tem 162 mil cães e 110 mil gatos. Os animais abandonados estão sendo recolhidos por particulares para dentro de suas casas, sendo que Campo Grande tem estrutura para abrir um abrigo para esses animais”, revelou o vereador

Ele afirma que a capital tem espaços que não estão sendo utilizados e que podem ser transformados em abrigo para os animais. “Queremos que o prefeito ceda um espaço para que possamos ter um local de acolhimento de animais, e que esse local seja coordenado e organizado por pessoas que façam o recolhimento, por uma questão de expertise. Não queremos inchar a máquina pública”. 

Ele também fala que a direção da Subsecretaria do Bem-Estar Animal (Subea), atualmente exercida por Ana Cristina Camargo, deve ser trocada. “A grande briga é com a Subea, que é comandada por uma presidente de ONG. Só que ela trata a Subea como ONG, e a gente precisa na verdade de política pública”. O Professor André revela que a subsecretaria é “cara e não é produtiva”, além de “não ter uma boa produtividade de resultado”.


Para o parlamentar, a castração em massa é questão de saúde pública, não é simplesmente bem estar animal. “Hoje, boa parte dessa população morre atropelada ou é entregue ao CCZ porque está doente. Então, a castração é política de saúde pública, tem duplo viés: menos animais abandonados, menos agentes de saúde, menos zoonose. É bom para todo mundo”, pontuou.

Confira a entrevista na íntegra no link abaixo: