O primeiro feriado após o início do período de Piracema, na segunda-feira (15), quando se comemora a Proclamação da República, terá fiscalização rigorosa da PMA (Polícia Militar Ambiental) nos rios de Mato Grosso do Sul.
A “Operação Piracema” começou no dia (05) de novembro e vai até o dia (28) de fevereiro de 2022. Durante este período, somente os ribeirinhos, pessoas que moram na beira dos rios e possuem a pesca artesanal como principal meio de alimentação, é que podem lançar suas varas às águas.
Já os proprietários de peixarias, tiveram que apresentar um relatório detalhado do quantitativo do estoque para que não houvesse fraudes. Neste feriado, a polícia ambiental vai contar com 325 efetivos atuando nas operações.
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Piracema – Divulgação/PMA
Conforme a Polícia Militar Ambiental, a estratégia desta vez, vai ser intensa no monitoramento dos cardumes e vigilância, principalmente nos pontos em que os peixes são mais vulneráveis à pesca predatória, como cachoeiras e corredeiras.
Piracema
A Piracema é o período em que os peixes de água doce sobem à beira do rio para a desova. É o momento de fecundaçãpo e desenvolvimento dos peixes para que o ciclo de vida permaneça funcionando.
Normalmente eles desovam somente nos leitos de rios em água corrente, as principais espécies que se reproduzem nesta época são: curimatãs, matrinxã, piracanjuba, dourados, mandi, tambaqui, pacu, piauçu, entre outros.
Operação “Hot Point”
A Opreação “Hot Point”, que executadas entre setembro e outubro, teve a autuação de 82 pescadores devido à pesca predatória, foi o que divulgou a PMA nesta sexta-feira (12), em um balanço geral.
Agora, a expectativa é bque esses números diminuam no período da Piracema, já que poucos pescadores se arriscam a descumprir as regras. Quando foi lançada a Operação (Piracema), o diretor-presidente do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), André Borges, destacou que aqueles que cometerem crimes ambientais, como a pesca predatória, terão punições rigorosas das autoridades competentes.
“O infrator será autuado, multado, conduzido até uma delegacia, porque se trata de um crime ambiental inafiançável, tem todos os petrechos e até o barco apreendidos, vai responder por processo administrativo e também pode responder processo criminal, porque é caracterizada como uma degradação”, declarou Borges.
Fonte: Correio do Estado

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