Ataque em escolas: “É preciso observar o comportamento da criança”, diz Major Arquimedes 

Com a onda de ataques e ameaças às escolas, o Poder Público desenvolve diversos planos que visam o combate a estes crimes. Nesta quarta-feira (12), o Ministério da Justiça oficializou no Diário Oficial um edital que libera R$150 milhões para o Programa Nacional de Segurança nas Escolas, a fim de ampliar rondas e criar ações de segurança pública. A verba será distribuída entre os estados e municípios que enviarem projetos com propostas para aprimorar a segurança nas escolas. 

Na última terça-feira (11), a Prefeitura Municipal de Campo Grande publicou uma série de providências para reforçar a segurança nas unidades da Rede Municipal de Ensino (Reme) e estudantes do Ensino Fundamental. Entre essas medidas está o Botão do Pânico, que faz um canal direto de comunicação com as unidades da Guarda Civil Metropolitana. O Governo do Estado anunciará as medidas de enfrentamento em coletiva de imprensa nesta quarta-feira.

Apesar de contar com o apoio do Poder Público, pais e/ou responsáveis e profissionais da educação podem contribuir no combate à violência e ataques às escolas, a partir de análise do comportamento, falas, ações e no controle do acesso da criança a internet, conforme enfatizou o Major Arquimedes Gonçalves, em entrevista ao Jornal da Hora na manhã desta quarta-feira. 

“Observar o comportamento dos alunos, dos filhos, conversar mais…às vezes eles querem te contar alguma coisa que acontece na escola e você não tem tempo pra ouvir, isso é importante. Tanto pais como professores podem também contribuir com a segurança da escola”, destaca. 

Arquimedes ressalta que a segurança é um conjunto e está ligado a diversos fatores. Assim como o poder público toma medidas, as escolas podem se precaver, realizando instalações necessárias para o combate a ataques. 

“A segurança é um conjunto. Vai desde as instalações da escola, do treinamento do pessoal que trabalha na escola à segurança particular que você pode contratar, à segurança pública municipal e estadual que vem no botão antipânico, que você acionar e ter um canal direto com a segurança pública para agilizar o máximo que puder nesse atendimento…tudo isso é bem-vindo e os pais não ficam fora, nem os professores”, analisa. 

Confira a entrevista na íntegra