
A volta às aulas da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande estava marcada inicialmente para o dia 14 de fevereiro, mas devido ao aumento de casos de Covid-19 na capital, a Secretaria Municipal de Educação decidiu adiar para 3 de março. De acordo com o presidente do Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública, Lucilio Nobre, era sim possível o retorno das aulas ainda neste mês, seja de maneira remota ou até mesmo escalonado.
Em entrevista ao Jornal da Hora desta quinta-feira (17), ele enfatizou que os profissionais da educação estão trabalhando desde o dia 2 de fevereiro (início do ano escolar) e que por causa dos dois últimos anos, eles estão em condições para o retorno remoto. “Poderia começar de maneira remota ou até mesmo escalonado, como foi no segundo semestre do ano passado, de maneira a não prejudicar tanto os alunos”.
O ano de 2020 foi adverso em virtude da pandemia, nem todo profissional da educação tinha os equipamentos necessários para o ensino remoto. Em 2021 a situação mudou, os professores já tinham um domínio maior da metodologia e dos equipamentos, em virtude disso, Lucilio enfatiza que “poderia sim ter começado em fevereiro de forma remota ou escalonada”.
Para repor o prejuízo do adiamento de quase um mês das aulas, as escolas terão 10 sábados letivos, de maneira remota.
Reajuste do piso salarial
Outra luta dos profissionais da Reme, é a respeito do reajuste salarial. Nobre alega que os professores estão há dois anos sem ter aumento. “Durante 2020 e 2021, a categoria trabalhou incessantemente, inclusive usando os seus próprios instrumentos, melhorando a internet, por conta do ensino remoto, então teve todo um empenho da categoria, para dar conta que o conhecimento chegasse até os nossos alunos” relatou.
Nobre declara que o Sindicato esperava que em 2022 o piso salarial fosse corrigido, em vista da recomposição do piso nacional de 33.24%. “Nós já tivemos 3 reuniões da prefeitura e não avançou”.
Os profissionais da educação pública da REME rejeitaram, em nova assembleia na última terça-feira (15) na ACP, a proposta apresentada pela prefeitura de Campo Grande para reajuste do piso municipal do magistério.
Nesta segunda rodada de negociações, a prefeitura respondeu à demanda do sindicato em cumprimento da lei do piso 20h, com uma proposta que avançou em considerar o reajuste dentro da Lei Municipal 5.411/2014, para todos os profissionais do magistério, sem mencionar o abono salarial. No entanto, os índices de 5% de reajuste em março e 5% em dezembro, não alcançaram os 33,24% reivindicados pela ACP em 2022, por isso a categoria rejeitou os valores apresentados e construiu nova contraproposta, baseada no documento oficializado pela prefeitura, nesta fase da negociação.
Nesta sexta-feira (18), haverá uma concentração dos profissionais da educação, juntamente da população em frente ao prédio da ACP a partir das 07h, na rua Sete de Setembro, 693 – Centro
Por Evelyn Mendonça
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