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Mato Grosso do Sul segue entre os estados brasileiros com os maiores índices de violência contra a mulher, com números que colocam o Estado em alerta para casos de feminicídio. Antes de chegar ao desfecho mais extremo, no entanto, muitas mulheres enfrentam uma série de violências cotidianas que limitam direitos, silenciam vozes e dificultam a participação plena em diferentes espaços da sociedade.
O ambiente político é um deles, o que leva a popularização da violência política de gênero. O termo se refere a qualquer ação ou comportamento que tenha como objetivo excluir mulheres do debate público, restringir seu acesso a espaços de poder ou constrangê-las no exercício de seus mandatos e candidaturas. Esse tipo de violência pode ocorrer durante campanhas eleitorais, no período de mandato e até mesmo nos bastidores da vida partidária.
Em entrevista ao Jornal da Hora, na manhã desta terça-feira (19), a deputada estadual Mara Caseiro defendeu que ampliar a participação feminina nos espaços de decisão é uma das principais ferramentas para enfrentar a violência de gênero no Estado.
“Havia um tempo em que as mulheres não votavam em mulheres, hoje elas estão buscando isso, por entender que as mulheres têm capacidade. Isso é importante para conseguirmos avançar porque a gente defende projetos de lei com propriedade. Quando a gente apresenta um projeto de aumento de penas para um agressor é porque a gente sabe o quanto dói passar por essa humilhação, ou como é não ter o direito de pensar e de realizar o seu sonho”, defende.
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Assista a entrevista na íntegra:
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