Com reforma tributária no radar, ACICG pede maior discussão sobre fim da escala 6×1 mas não se opõe a pauta 

Debatida no Congresso Nacional e com o objetivo da redução da jornada de trabalho, o fim da escala 6×1 é a principal pauta entre empreendedores, lojistas e colaboradores. 

O presidente da Associação Comercial de Campo Grande (ACICG), Omar Aukar, desmistificou que a associação seja contrária à pauta, mas pediu que o debate seja conduzido de uma forma mais esclarecedora e detalhada.Em entrevista ao Jornal da Hora desta sexta-feira, Aukar destacou que se não for bem debatida, a PEC do fim da escala 6×1 poderá ser prejudicial futuramente.  

Omar Aukar no estúdio Rádio Hora. Foto: Reuel Oliveira

“Os empresários de uma maneira geral não estão contra o fim da escala 6×1. Na realidade, o que nós estamos questionando é a velocidade com que isso está sendo feito e o que a gente gostaria de ponderar são alguns pontos que vão impactar. Quando a gente fala de comércios essenciais, entendemos que isso precisa ser melhor discutido”, disse. 

Aos microfones do Grupo Hora, o presidente da ACICG explicou que com a reforma tributária, a tendência é que ocorra uma oneração tributária, que irá prejudicar os empreendedores. 

“O entendimento é que o assunto precisa ser melhor discutido para evitar prejuízos de forma significativa. Nós ainda temos na pauta a reforma tributária que é uma coisa que a partir do dia primeiro de agosto começa a iniciar. Isso vai mexer com todos os empresários e é outra variável que tende a gerar custos maiores. Então quando você começa a ver o cenário […] a gente entende que vai haver oneração da carga tributária”, concluiu. 

Fim da Escala 6X1

Relatada pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pede o fim da escala 6×1 deve ter seu texto apresentado na próxima segunda-feira (25), segundo o próprio relator. 

A PEC pede o fim da jornada de trabalho para 40 horas, dois dias de descanso (5×2) sem redução salarial. 

Entre a oposição, é defendida um prazo para adaptação às novas regras e também a mudança para a remuneração por hora trabalhada. 

Por Reuel Oliveira

Assista a entrevista na íntegra

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