
O excesso de buracos nas vias públicas de Campo Grande motivou a Câmara Municipal a convocar o Secretário Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, André Brandão. Durante a sessão, o titular da Sisep prestou esclarecimentos sobre o problema, que atualmente se consolidou como um dos maiores gargalos da administração municipal.
Em entrevista a reportagem da Rádio Hora-92.3, para contextualizar a situação, o secretário utilizou dados técnicos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que apontam que a vida útil do asfalto varia de 8 a 10 anos. Segundo Brandão, a questão na capital é “crônica”, uma vez que grande parte da malha viária já ultrapassou essa marca, tornando-se velha e sem resistência para o fluxo atual.
“É uma questão crônica que vem crescendo ano a ano. Quando assumi a Sisep, já estávamos em uma situação calamitosa. Fui para a pasta com a missão de enfrentar essa realidade de frente e buscar uma solução. Campo Grande conta com mais de 3.200 km de vias, dos quais cerca de 1.700 km correspondem a uma malha antiga e muito utilizada. O manual do DNIT traz essa especificação técnica bem clara: o ciclo do asfalto dura de 8 a 10 anos. A partir do décimo ano, o tapa-buracos já não é suficiente e torna-se necessário discutir o recapeamento. É uma normativa federal, e Campo Grande já está acima desse limite”, explicou o secretário.
Apesar do diagnóstico crítico, o secretário garantiu que o problema será resolvido em até seis meses e afirmou que o município dispõe dos recursos necessários para as obras.
“Quando cheguei, o problema já existia, mas fui convocado pela prefeita Adriane Lopes para resolvê-lo. Vamos iniciar os trabalhos já no próximo mês e creio que, em um espaço de 180 dias, a situação estará controlada. Para isso, vamos encarar a realidade de frente”, declarou.
Ao ser questionado sobre o orçamento para as intervenções, Brandão destacou que a pasta conta com um aporte mensal de R$ 4,5 milhões, proveniente de emendas parlamentares — destinadas, principalmente, pela senadora Tereza Cristina.
“O dispêndio financeiro é de R$ 4,5 milhões mensais para as ações paliativas de tapa-buracos. A partir do mês que vem, iniciaremos os trabalhos e, paralelamente, faremos um estudo mais profundo do problema. Além disso, a partir de 2027, teremos uma emenda determinada por lei especificamente voltada para o recapeamento. Já estamos realizando o levantamento técnico para planejar essa ação”, concluiu.
Na ocasião, os vereadores entregaram à Sisep um Plano Emergencial de Recuperação Viária, cobrando metas, transparência e prazos para a melhoria das ruas. Paralelamente, tramita na Casa de Leis um pedido de abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os contratos e a execução do serviço de tapa-buracos na Capital.
A Câmara Municipal de Campo Grande também aprovou uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) por unanimidade para apurar as causas, pois, também há questionamentos sobre a empresa e o consórcio criado para atuar no trabalho do Tapa buracos da cidade. .
Por Marcelo Nunes

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