Índice diminuiu em relação aos quatro primeiros meses do ano anterior
Por Reuel Oliveira

Segundo o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, IMAZON, o desmatamento na Floresta Amazônica diminuiu 36% em relação aos quatro primeiros meses de 2022. Neste ano, o desmatamento total ou parcial das matas da floresta foi de 1.203 km², entre os meses de janeiro, fevereiro, março e abril. Em 2022, a área desmatada era de 1.884 km², nos mesmos períodos de tempo.
Todavia, por mais que seja uma notícia positiva, se forem levados em consideração os últimos 16 anos, o período atual é o 3° em maior área desmatada, perdendo apenas para os anos de 2022 e 2021.
O desmatamento na Amazônia tem diversos causadores, mas a construção de obras, comércio ilegal da fauna e flora e o uso de terras em atividades econômicas, como agropecuária e agricultura, estão entre os principais motivos, e os índices de desmatamento seguem subindo anualmente desde 2017.
O estudo do IMAZON também destaca que os estados de Mato Grosso, Amazonas e Pará, segue sendo os que mais desmatam no Brasil, e representam juntos 77% do desmatamento nacional. Dentro da luta contra o desmatamento, se destaca o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), que foi criado em 2004 e tem o objetivo de reduzir constantemente o desmatamento e desenvolver um crescimento sustentável da Amazônia Legal.
Considerada a maior floresta do mundo, com pouco mais de 5 milhões de quilômetros quadrados, a Amazônia, que fica situada no território de 8 países, é um dos maiores símbolos de biodiversidade no mundo. A floresta abriga ao menos 5 mil espécies de animais, que variam entre mamíferos, aves, peixes, répteis, anfíbios e insetos, e a flora é de ao menos 13 mil espécies somente no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE).
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