Em encontro político, ex-governador Reinaldo Azambuja defende fim do Ministério do Meio Ambiente e unificação de eleições

Durante o encontro semanal “Café e Política”, transmitido ao vivo pelo YouTube, o ex-governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, apresentou suas principais bandeiras caso eleito ao Senado pelo Partido Liberal (PL). Em um discurso focado no desenvolvimento econômico e na reforma política, Azambuja propôs mudanças drásticas na estrutura ambiental e eleitoral do país.
Sua proposta central envolve a extinção do Ministério do Meio Ambiente e do IBAMA. A intenção do político é fundir a gestão ambiental à pasta de Desenvolvimento, replicando um modelo que, segundo ele, já foi implementado durante sua gestão no governo de Mato Grosso do Sul (2015 a 2022).
Azambuja argumentou que a atual condução da área é ideológica. “Tira a politização que atrapalha o Brasil”, cobrou o ex-governante, criticando a atuação de partidos de esquerda no setor. De acordo com ele, as exigências de licenciamento funcionam como “barreiras ambientais e fundiárias” que travam obras de infraestrutura, o comércio e a indústria. Como exemplo prático, citou a dragagem de rios: “O que é dragar rio? É tirar areia do rio e colocar no barranco. Por que isso atrapalha?”, questionou.
O ex-governador revelou ainda que foi convidado pelo senador Rogério Marinho para integrar a equipe de transição do partido, caso Flávio Bolsonaro seja eleito, mas disse que prefere discutir o assunto após o término da eleição, pois não se pode “cantar vitória antes do tempo”. Mas de qualquer forma, disse que já atua defendendo essa agenda de desburocratização.

Críticas à economia e à polarização
Além da agenda ambiental, Azambuja fez duras críticas ao atual cenário macroeconômico do Brasil. Ele alertou que o setor produtivo enfrenta uma forte crise, apontando o fechamento de indústrias e a migração de empresas para o Paraguai, além do enfraquecimento do setor de serviços e a persistência de juros altos. “Isso não é normal”, declarou.
Para o político, a forte polarização entre esquerda e direita tem prejudicado o avanço de soluções reais para o país. Ele defendeu que os interesses nacionais devem ser colocados acima das disputas ideológicas para destravar o crescimento do Brasil.

Defesa de reforma política profunda
No campo institucional, Reinaldo Azambuja se posicionou de forma favorável a uma reformulação do sistema eleitoral brasileiro, defendendo três pilares principais: 1 – Fim da reeleição: O político se declarou expressamente contra a possibilidade de mandatos consecutivos para cargos executivos; 2 – Unificação das eleições: Defendeu a realização de pleitos gerais e únicos. “O Brasil está maduro para votar de uma só vez, de vereador a presidente”, afirmou, destacando que o atual modelo intercalado gera gastos excessivos de recursos públicos; 3 – Voto facultativo: Azambuja sugeriu o fim da obrigatoriedade do voto, tornando a participação nas urnas uma escolha do cidadão.
As declarações marcam o tom da pré-campanha do ex-governador, que busca consolidar o apoio do setor produtivo e de alas conservadoras com uma plataforma de forte teor liberal e reformista.

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