
A expedição Alma Pantaneira 2021 encerrou mais uma edição na segunda-feira (29). Com mais de 1000 km percorridos pelo Pantanal, foi oferecido assistência médica, odontológica, veterinária e sanitária para a população dos lugares mais afastados da região. O jornalista e participante da expedição, Paulo Cruz teve a missão de retratar para um documentário como foi a experiência.
Em entrevista ao Jornal da Hora desta quinta-feira (02), ele falou sobre como foi a expedição e as experiências adquiridas. “O que vivemos ali foi diferente. Eu conhecia um Pantanal visto de cima, onde só pousávamos em fazenda, fazíamos campanhas de vacinação etc., mas cruzar o Pantanal desse jeito me deu uma visão bem diferente. Eu tinha uma ideia um pouco romantizada do homem pantaneiro”, afirmou o jornalista.
O Dr. Mikimba, médico que também participou da expedição e do Jornal da Hora de hoje, afirmou que eles realizaram em torno de 900 atendimentos, e só não foi possível realizar mais por causa das condições climáticas. “O atendimento depende das condições climáticas. Já teve expedição que chegamos ao local e não tinha ninguém por causa da chuva e dos alagados. Isso atrapalha, porque o deslocamento é muito difícil, quando chove fica tudo encharcado. Às vezes você anda quatro horas dentro da água”.

Além dos atendimentos, foram realizados quatro tipos de pesquisas. O jornalista explicou que ajudaram o projeto Arara Azul, onde foi realizado um levantamento das aves avistadas, se houve aumento ou diminuição no número das araras e qual espécie; a pesquisa sobre a qualidade das águas do Pantanal; o número de incidência de câncer na população da região; e por último, um estudo sobre um carneiro produzido no Pantanal há mais de 400 anos e que evoluiu geneticamente para sobreviver.
- Confira a entrevista completa no link abaixo:
Texto: Beatriz Rieger

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