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Antes de deixar a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck teria firmado um convênio com a Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (FIEMS), prevendo um repasse de R$ 7 milhões. O convênio foi publicado no Diário Oficial de Mato Grosso do Sul no dia 8 de abril, uma semana após o secretário deixar o cargo.
A informação foi corrigida no dia 13 de abril, com a assinatura do secretário adjunto que assumiu a Semadesc, Artur Henrique Leite Falcette. Ainda assim, o repasse movimentou a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. A bancada do PT apresentou, na sessão do dia 15, um requerimento cobrando explicações do governo estadual, sob a alegação de que o caso poderia comprometer a candidatura de Jaime.
Em entrevista ao Jornal da Hora, na manhã desta segunda-feira (27), o ex-secretário, agora pré-candidato a deputado federal, se manifestou pela primeira vez sobre as acusações feitas pela bancada e esclareceu o ocorrido, afirmando que não assinou, nem poderia ter assinado, o convênio.
“Primeiro, eu não assinei o convênio. Se eu tivesse assinado, não poderia estar aqui falando de pré-candidatura. Eu saí do governo no dia 1º, fui exonerado no Diário Oficial, e esse convênio foi assinado no dia 8. Simples assim: nenhum gestor pode ordenar despesa após sua saída”, afirmou.
O requerimento foi barrado na Assembleia com 13 votos contrários a investigação. Durante a entrevista, no entanto, Jaime Verruck aproveitou a ocasião para reforçar a natureza desse tipo de convênio e explicar como iniciativas semelhantes têm sido utilizadas por gestores públicos.
“Ele é um convênio que estava tramitando dentro da normalidade dentro na secretaria, junto com o governador Eduardo Riedel, e visa missões internacionais de captação de investidores e apresentação do Mato Grosso do Sul, tanto em âmbito nacional como em âmbito internacional. O governo do estado, para desenvolver as suas atividades, ele tem convênio com entidades, com as universidades. Então se polemizou a estrutura toda, mas é um procedimento normal, encaminhamento normal dentro daquilo que está dentro da estrutura de governo e dentro daquilo que é objeto e finalidade do próprio governo do estado”, explica.
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Assista a entrevista na íntegra:
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