Mobilidade urbana: a triste realidade da falta de educação no trânsito e a falta de priorizar o pedestre, é o que eleva os índices de acidentes

Jary Castro e Jânio Macedo

Nesta quarta-feira (24), o Jornal da Hora entrevistou o engenheiro civil, Jary Castro e o presidente da Associação de Moradores do Parque Residencial Maria Aparecida Pedrossian, Jânio Macedo, para debater sobre a mobilidade urbana de Campo Grande.

São frequentes os casos de acidentes de trânsito em Campo Grande. Recentemente, no bairro Aparecida Pedrossian, um idoso e um jovem foram vítimas da má sinalização na BR-262. No local, há um fluxo de pedestres que precisam atravessar a avenida, inclusive adolescentes e crianças. De acordo com Jânio Castro, devido aos investimentos feitos na região, houve aumento de moradores no bairro, e que consequentemente, transitam pela via.

“No final de 2020, várias mortes aconteceram nesse trecho entre Maria Aparecida Pedrossian e a entrada do Jardim Noroeste, e inventaram de fazer no meio da rua uma divisória elevada, para não permitir a travessia na pista, o que melhorou a questão dos acidentes, mas dificultou a entrada dos veículos” relata.

Para o especialista em mobilidade urbana, Jary Castro, o problema do motorista campograndense é cultural. “Precisamos mudar essa cultura de desrespeito às leis de trânsito, como o hábito de burlar as leis, e comprar veículos automotores sem possuir habilitação”, ressalta.

Jânio destaca que é necessário mudar esse hábito cultural desde a escola. “Além de ensinar as pessoas sobre a importância de respeitar as vias urbanas”.

Confira a entrevista na íntegra