Abril Azul: Campanha busca conscientizar sobre o Autismo e garantir inclusão social

Voltado à trazer visibilidade e buscar uma sociedade menos preconceituosa e mais inclusiva, a Campanha Abril Azul busca conscientizar a população sobre Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A TEA não é uma doença, mas uma condição do neurodesenvolvimento. Entre as áreas afetadas, estão comunicação, interação social e comportamento.

Aparecida Veiga no estúdio Grupo Hora. Foto: Reuel Oliveira.

Em Campo Grande, diversas ONGs e instituições buscam dar apoio e atendimento à pessoas com o diagnóstico. Entre elas, se destaca a AMA, a Associação de Pais e Amigo do Autista. A organização oferece gratuitamente assistência às crianças, adolescentes e adultos com TEA.

Em entrevista ao Jornal da Hora desta quarta-feira (15), a psicóloga da AMA, Aparecida Veiga, ressaltou a importância da conscientização da sociedade.

“Eu acho que o mais importante é a informação. Nós oferecemos o atendimento, mas vai além disso. É levar informação para que toda a sociedade entenda o que que é o autismo, como são as pessoas que estão dentro do espectro. Isso é para que a gente consiga acolher em todos os ambientes, além dos ambientes terapêuticos, especialmente quando estão em sociedade”, explicou.

Além da conscientização, Aparecida Veiga ressaltou a importância do diagnóstico precoce da TEA. Conforme ela, alguns aspectos no comportamento da criança podem ser determinantes para que os pais e responsáveis possam buscar um atendimento.

“Os primeiros sinais vem nos primeiros anos de vida. Não fazer o contato visual, não responder aos estímulos, não desenvolver a fala até o um ano. Esses sinais de atraso são importantes de serem observados como um alerta para buscar um atendimento. Significa que todos os atrasos são autismo? Não, mas é importante avaliar pra que seja feito o diagnóstico e as pessoas tenham acesso aos tratamentos”, disse.

A AMA fica localizada na Avenida Bandeirantes, 215, Amambai. Para mais informações acesse o @amacgms.

Em Mato Grosso do Sul, segundo o Observatório da Cidadania do estado, cerca de 29.088 pessoas possuem o diagnóstico de TEA. Segundo o indicador, 60,69% dos casos se concentram no sexo masculino, com maior incidência em crianças na faixa de 5 a 9 anos de idade.

Texto por Reuel Oliveira

Assista a entrevista na íntegra

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