Após perder bancada federal, PSDB reage e começa a atrair reforços em MS

Foto: Reprodução

Menos de 24 horas após perder toda a bancada federal em Mato Grosso do Sul, o PSDB iniciou um movimento de reação para tentar se reorganizar no estado, após a saída dos três deputados federais eleitos pela sigla — Dagoberto Nogueira, Beto Pereira e Geraldo Resende.

A tentativa de reconstrução ocorre em meio ao esvaziamento também na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Dos seis deputados estaduais que o partido tinha, três deixaram a sigla durante a janela partidária: Mara Caseiro, Paulo Corrêa e Zé Teixeira migraram para o PL. Permanecem no PSDB Jamilson Name, Lia Nogueira e Pedro Caravina.

No novo movimento, o partido trabalha com a chegada de Paulo Duarte, que deixou o comando do PSB em Mato Grosso do Sul e encaminhou filiação ao PSDB, sendo um dos nomes dentro da estratégia de recomposição da bancada estadual.

Também integra esse processo a ida de Eduardo Rocha, ex-deputado estadual e ex-secretário estadual de Governo, que deixa o MDB e se aproxima da sigla tucana. A movimentação amplia o grupo político do partido neste momento de reorganização.

Nos bastidores, a leitura dentro do PSDB é de que a saída das principais lideranças federais abre espaço para uma redistribuição interna. Uma fonte ligada ao partido afirma que havia insatisfação com a concentração de recursos nas campanhas dos deputados federais, que exigiriam cerca de R$ 10 milhões apenas para tentativas de reeleição.

A reação começou ainda nesta semana, com reunião de vereadores tucanos de Campo Grande com o vice-presidente estadual da sigla, Pedro Caravina, e participação remota do presidente nacional, Aécio Neves. O encontro marcou o início da reorganização a partir da base municipal.

Mesmo após perder espaço no Congresso e reduzir sua presença na Assembleia, o PSDB ainda mantém estrutura política em Mato Grosso do Sul, com vereadores na Capital e prefeituras no interior. A aposta agora é recompor quadros e montar chapas competitivas para as eleições de 2026.

Fonte: A Critica