
.
Funcionários da Santa Casa de Campo Grande iniciaram uma mobilização na manhã desta terça-feira (9), em protesto contra o atraso no pagamento salarial referente ao mês de maio. Após assembleia com representantes sindicais, os servidores se concentraram em frente ao hospital.
Segundo Osmar Gussi, presidente do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Sintesaúde-MS), a categoria reconhece que a Santa Casa depende de repasses do poder público para manter suas operações. Ainda assim, os trabalhadores decidiram manter a paralisação como forma de pressionar os entes responsáveis pela liberação dos recursos. De acordo com o sindicato, as atividades só serão retomadas após a regularização dos pagamentos.
“Ontem a direção da Santa Casa publicou uma nota de que não chegou o recurso e eles não têm saldo em caixa para fazer esse pagamento. Então fizemos uma assembleia e decidimos que vamos ficar aqui até chegar os valores, assim que creditar na folha de pagamento nós voltamos para os nossos setores”, explica.
Uma parte dos profissionais foi mantida nos postos para garantir o funcionamento dos serviços essenciais e não causar prejuízo para os pacientes.
Uma sucessão de greves
Esta é a terceira mobilização organizada por funcionários da Santa Casa em apenas seis meses. A última ocorreu em abril, também motivada pelo atraso no pagamento dos salários, e teve adesão principalmente dos profissionais de enfermagem. Por se tratar de um serviço essencial, metade do efetivo permaneceu em atividade.
Na ocasião, a direção do hospital atribuiu o atraso à falta de repasse da complementação do piso da enfermagem referente ao mês de fevereiro, recurso que deveria ter sido encaminhado pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau). Os pagamentos foram efetuados em 9 de abril, dois dias após o início do movimento, e os atendimentos foram normalizados.
Agora, o cenário volta a se repetir. Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (8), a Santa Casa informou que enfrenta dificuldades devido ao atraso de repasses financeiros do Governo do Estado, da Prefeitura de Campo Grande e do Governo Federal. Segundo a instituição, sem a entrada desses recursos, não há condições de realizar os pagamentos aos trabalhadores.
.
Por Maria Luiza Massulo
.
Leia outras produções do Grupo Hora
Leia mais de Saúde
Hora Notícias





