Brasil se despede de Oscar Schmidt

Oscar Schimidt na final do Pan-Americano em 1987Foto: David Madison/Getty Images

O Brasil se despediu na sexta-feira (17) de Oscar Schmidt, maior jogador de basquete brasileiro da história. Aos 68 anos, o campeão dos Jogos Pan-Americanos de 1987 e tricampeão Sul-Americano sofreu uma parada cardiorrespiratória.

O “Mão Santa” fez parte do Hall da Fama da Federação Internacional de Basquetebol (FIBA) e de do Hall da Fama da NBA, mesmo sem nunca ter atuado na liga americana.

Entre as diversas homenagens prestadas ao ídolo nacional, o presidente da Federação de Basquete de Mato Grosso do Sul (FBMS), Eduardo Marques, o Batata, representou a instituição e se despediu do ala, ídolo máximo da modalidade.

“O Oscar foi uma pessoa muito importante no nosso país […] ele era um verdadeiro patriota, ele defendia as cores do Brasil. Ele abdicou e deixou de jogar na NBA, porque naquela época, quem entrasse na NBA não podia jogar pelo seu país nem Olimpíadas, nem Pan-Americana, nem Sul-Americana. Então ele não jogou na NBA porque queria defender o país”, disse.

A história contada pelo presidente aconteceu em 1984, quando o clube New Jersey Nets (que se tornou Brooklin Nets) selecionou Oscar por meio do draft. Se fosse para a NBA, poderia atuar na liga de basquete mais forte do mundo, mas, devido ao regulamento da época, não poderia defender o Brasil. Mão Santa então recusou jogar na liga americana, para defender o Brasil.

Oscar Schmidt em visita ao Porãbask, em 2012. Foto: Reprodução @clube_porabask_

Em Mato Grosso do Sul, Oscar é o padrinho do PorãBask, da Escola Estadual Adir Teixeira de Oliveira. A equipe foi campeã dos Jogos Escolares Brasileiros (JEBS), sub-18 no sábado (18), um dia após o falecimento do Mão Santa.

O presidente da FBMS também anunciou que a federação irá buscar parcerias para a instauração de uma estátua do ídolo em frente ao ginásio de Ponta Porã, como forma de homenagear Oscar.

Entre outros feitos, Oscar é o maior pontuador da história das Olimpíadas, com 10.93 pontos marcados. Ao logo de sua carreira, ele marcou 49.737 pontos, sendo o segundo maior pontuador da história do basquete mundial.

Por Reuel Oliveira

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