Em cinco anos, experimentação de cigarros eletrônicos salta de 16,8% para 30% entre adolescentes de MS

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O Mato Grosso do Sul registrou crescimento na experimentação de cigarros eletrônicos entre jovens de 13 a 17 anos. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, a PeNSE 2024, o percentual de experimentação saltou de 16,8% para 30% entre os últimos cinco anos.
Além do risco à saúde, a maior preocupação do aumento na experimentação entre adolescentes é o risco do uso contínuo e à dependência da nicotina.
Segundo o gerente estadual de Vigilância Sanitária, Matheus Pirolo, o crescimento do índice de primeiro uso dos cigarros eletrônicos vai na contramão das quedas do tabagismo no Brasil.
“O Brasil é reconhecido internacionalmente por ter reduzido os níveis de tabagismo da sua população, que era de mais de 40% para menos de 10%, isso nos últimos 30 anos. Todavia, esse percentual tem voltado a crescer em razão da nova onda dos chamados pods e vapes, como são conhecidos nos cigarros eletrônicos”, disse.
O gerente de vigilância sanitária explicou que os dispositivos eletrônicos tem forte apelo ao público jovem, mas apesar da diversidade de sabores e cores, podem provocar de forma acelerada doenças pulmonares e o vício.
“Coloridos, saborizados, facilmente escondidos entre materiais escolares, tais como estojos de mochilas. Causa muita preocupação e apreensão a velocidade com que tais produtos provocam vício em nicotina, doença pulmonar obstrutivo crônica na sua forma de enfisema e bronquite, e até mesmo câncer de pulmão”, refletiu.
O Mato Grosso do Sul oferece o Programa de Tratamento para Cessação do Tabagismo. O programa é gratuito e disponibilizado nas unidades de saúde.
Além do tratamento contra o vício, a conscientização sobre os perigos do consumo do tabaco, através de palestras e ações educativas, estão entre as principais ações do governo estadual na luta contra o tabagismo.
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Por Reuel Oliveira
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