Capital registra aumento de internações e mortes por SRAG, enquanto imunização segue aberta nas unidades de saúde

.
Campo Grande entrou em nível de alerta após o aumento de casos graves de gripe em 2026. Dados da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e de monitoramentos epidemiológicos indicam crescimento consistente nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas últimas semanas, com circulação predominante do vírus influenza A.
Até as primeiras semanas do ano, a Capital já havia registrado cerca de 291 casos de SRAG e 25 mortes. Atualizações mais recentes apontam mais de 300 notificações, com 138 casos confirmados e o número de óbitos mantido. O avanço ocorre em um intervalo curto, com registros de aumento que chegam a quase 40% em poucos dias, além de crescimento semanal de dois dígitos.
O cenário coloca Campo Grande entre as capitais brasileiras em nível de alerta, risco ou alto risco para SRAG, segundo monitoramentos nacionais. A tendência de alta já dura pelo menos seis semanas, com impacto direto na rede de saúde.
A influenza A é o principal vírus associado aos casos graves entre jovens, adultos e idosos. Entre os óbitos, também aparece com peso relevante. Outros vírus respiratórios seguem em circulação, como rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR), este último com maior impacto em crianças pequenas.
O perfil dos casos mostra maior incidência entre crianças, especialmente por infecções virais respiratórias típicas da infância, enquanto os idosos concentram a maior parte das mortes. Já entre adultos, a influenza tem sido o principal fator de agravamento.
A vacinação contra a gripe começou no fim de março e segue disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde. A campanha é voltada principalmente a grupos prioritários, como idosos, crianças, gestantes, pessoas com comorbidades e profissionais de áreas essenciais.
Como medida para ampliar o acesso, a Sesau montou um plantão especial durante o feriado da Semana Santa, mantendo ponto de vacinação aberto na Capital. A estratégia busca facilitar a imunização em um momento de aumento dos casos.
Mesmo com a vacina disponível, a cobertura ainda não atingiu a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde, que é de 90% entre os grupos prioritários. O índice atual está abaixo desse patamar, o que contribui para a maior circulação do vírus e o aumento de casos graves.
A Secretaria de Saúde também reforçou orientações à população para reduzir o risco de contágio e agravamento da doença, como manter a vacinação em dia, higienizar as mãos com frequência, utilizar máscara em caso de sintomas respiratórios e evitar contato com outras pessoas ao apresentar sinais de gripe.
O aumento dos casos ocorre antes do período tradicional de pico das doenças respiratórias, que costuma se intensificar entre os meses de abril e julho. A antecipação do crescimento acende o alerta para a necessidade de prevenção e adesão à vacinação neste início de temporada.
.
Fonte: O Sul Mato Grossense
Hora Notícias





