
Conhecido por ser uma doença silenciosa, o Lúpus é uma condição inflamatória crônica e autoimune em que o sistema imunológico passa a atacar tecidos e órgãos do próprio corpo. A falta de informação sobre a doença, inclusive em parte da rede de atendimento médico, ainda é um dos principais desafios enfrentados pelos pacientes, contribuindo para diagnósticos tardios e dificuldades no tratamento.
Neste cenário, Katharine Cordeiro criou o Instituto Asas da Esperança, voltado ao acolhimento de pessoas com lúpus e outras doenças autoimunes. O projeto começou como um grupo de apoio entre pacientes, criado para troca de experiências, informações sobre medicações e orientações sobre tratamento. Com o tempo, a iniciativa cresceu, se estruturou e passou a atuar de forma institucional no suporte a pacientes e familiares.
Em entrevista ao Jornal da Hora, na manhã desta quinta-feira (7), Katharine destacou a importância de uma rede de apoio eficiente para o fortalecimento emocional e psicológico de quem convive com doenças autoimunes.
“Para os autoimunes, o mental conta muito, então o acolhimento da família e dos pacientes é nosso principal objetivo. Hoje a gente tem um time que acolhe essas pessoas e agora a gente está com parceria com uma faculdade de pós-graduação médica que nos fornece algumas especialidades”, relata.
Além do suporte emocional, o instituto também atua no encaminhamento para atendimentos especializados e na orientação jurídica de pacientes que enfrentam dificuldades relacionadas ao acesso ao tratamento e aos próprios direitos enquanto pessoas com doenças autoimunes crônicas.
Atualmente, o Asas da Esperança luta para formalizar a instituição e conseguir um CNPJ, enquanto arrecada materiais de escritório e eletrônicos para uso dos voluntários. Para se unir a este trabalho de solidariedade, é possivel entrar em contato pelo instagram @instituto_asasdaesperanca ou pelo número 67 98153-1825.
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Assista a entrevista na íntegra:
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