Mato Grosso do Sul confirma pleno emprego e registra 7° maior rendimento médio do Brasil

Foto: Álvaro Rezende/GOV-MS

Segundo dados da PNDA Continua – Rendimento de Todas as Fontes 2025, o Mato Grosso do Sul registou crescimento de 4% na ocupação dos trabalhadores do estado. Conforme a pesquisa, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado registou 1,46 milhão de trabalhadores, sendo 825 mil homens e 638 mil mulheres.

Para o PHD em Economia e Pró-Reitor de Pesquisas e Pós-Graduação da UCDB, professor Michel Constantino, o crescimento da taxa de ocupação pode ser explicado pela chegada de novas empresas ao estado, atraídas por um ambiente de desenvolvimento positivo.

“As políticas feitas há 10 anos atrás funcionaram e o ambiente de negócio no MS está muito positivo e está atraindo empresas para cá. Então temos um crescimento de oferta de emprego e não tem o mesmo aumento de populacional […] Então, a taxa de ocupação é muito alta, uma das melhores do país e a gente chama isso tecnicamente de pleno emprego”, explicou.

Além do índice de ocupação, a pesquisa também apontou que o estado alcançou a marca de 7° maior rendimento médio do Brasil, com R$3.727.

O índice vem acompanhado da diminuição de domicílios atendidos pelo Bolsa Família, que caiu para 9,5% no último ano, cerca de 102 mil domicílios. O estado foi o 5° com menor percentual de participação no programa. Em 2024, 13% dos domicílios eram atendidos pelo Bolsa Família, ou seja, uma queda de 3,5%.

Professor Michel Constantino no estúdio Grupo Hora. Foto: Reuel Oliveira/Arquivo

Conforme a PNDA contínua, a renda per capita médio alcançou o 8º maior índice do país, chegando a R$ 2.369.

Para o professor Michel Constantino, o crescimento da média salarial contribui ainda mais para o desenvolvimento regional

“Esse salário em média está aumentando e isso tudo é muito positivo para o desenvolvimento local, para o Estado. Você tem pessoas ganhando um pouco mais, pessoas com emprego e isso tem um reflexo positivo em consumo, em pagamento de impostos e tudo mais dentro do nosso Estado. Realmente é uma notícia muito boa e um indicador importante que deve continuar sendo assim para os próximos anos”, disse.

Vale destacar também a importância do nível e acesso da população à escolaridade. O fator é um dos mais influentes para a renda. A pesquisa indica que trabalhadores com nível superior completo recebem cerca de três vezes o salário de trabalhadores com menor escolaridade. Em números brutos, com um diploma, a recompensação salarial fica em média R$6.632, ante R$1.824 dos não instruídos.

Por Reuel Oliveira

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