Geograficamente situado entre quatro estados do Brasil e dois países da América do Sul, Mato Grosso do Sul faz divisa com Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás, São Paulo e fronteira com Paraguai e Bolívia. Enquanto as divisas nacionais são fiscalizadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Exército Brasileiro se envolve diretamente com fronteiras, e se responsabiliza pela segurança da população brasileira.

O Comandante do Comando Militar do Oeste (CMO), General Baganha, ressaltou que a principal missão do CMO é a proteção das fronteiras em entrevista ao Jornal da Hora desta quarta-feira (01). Conforme o General, MS tem o sistema de monitoramento de fronteiras (Sisfron) mais desenvolvido do país.
“A nossa missão é a defesa da fronteira Oeste, e nossa grande preocupação é essa extensa faixa de fronteira seca, talvez uma das mais sensíveis do Brasil. Nós continuamos com as operações nas fronteiras, e temos hoje as Operações Ágata – operação integrada com outras forças de defesa – e temos o Sisfron, o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteira, que é o mais desenvolvida do país”, declarou o general
O Comandante do Oeste destacou os resultados da operação Ágata e do Sisfron. Conforme o general, o número de apreensões realizadas na fronteira é elevado, mas o trabalho de fiscalização nunca pode parar porque a proteção das fronteiras é uma luta constante.
Deveres Sociais
Conforme o general, o exército é historicamente ligado a ações sociais com a população brasileira, e permanecem ligados às ações cívico-sociais (Acisos). Segundo o comandante, os militares estão envolvidos desde as campanhas de vacinação, até o apoio a cidadãos que passaram pelas calamidades climáticas no Rio Grande do Sul.
“Externamente o exército participa historicamente de todas as ações de apoio à população. Nós estamos vendo agora lá no Sul essas chuvas intensas, e estamos tendo na Amazônia a seca, mas a gente continua fazendo ações cívico-sociais. Apoiando campanhas de vacinação, apoio nos momentos de calamidade, combate a focos de incêndio no Pantanal, distribuição de alimentos em momentos e agasalhos, enfim, estamos em todo o tipo de ação que a gente puder”, declarou.
Adesão dos jovens
Segundo uma pesquisa feita pela Universidade de Oxford, o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, da USP, e as universidades federais de São Carlos, Minas Gerais e Pernambuco, cerca de 50% dos jovens brasileiros querem ingressar nas forças armadas. De acordo com o comandante, o exército incorpora anualmente 1200 jovens sul mato-grossenses e 3500 nas áreas de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, cerca de 10% dos alistados na região, agregando a cerca de 1500 militares membros do CMO.
Assista a entrevista na íntegra
Foto: Evelyn Mendonça
Texto por Reuel Oliveira
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