
A Rota Bioceânica é um projeto de interligação de países da América do Sul, como Paraguai, Argentina, Chile e Brasil. O estado brasileiro que faz parte do trajeto é Mato Grosso do Sul, partindo da capital, Campo Grande, e passando por Porto Murtinho. Com isso, diversos são os setores que estão e serão afetados pela rota, um dos principais deles sendo o turismo.
Nesta quinta-feira (06) esteve presente no Jornal da Hora o Diretor-Presidente da Fundação de Turismo do Mato Grosso do Sul, Bruno Wendling, para falar sobre a área neste contexto. Ele apresentou expectativas realistas e destacou a inviabilidade de viagens internacionais pela rota atualmente.
“Eu sou sempre muito realista quando se trata de conectar países. Fazer uma rota integrada entre estados já não é fácil, acompanhei esse processo há 20 anos atrás […] Pode acontecer (conectar os países para turismo), tem potencial para isso, mas na minha visão tem questões a serem resolvidas que ainda não foram. Questão da Aduana (órgão público oficial que fiscaliza e controla a entrada e a saída de mercadorias, veículos e pessoas em fronteiras, portos e aeroportos) e passagem entre países”, disse o formado em turismólogo.
Entretanto, Wendling ressaltou, aos microfones do Grupo Hora, a crescente de Mato Grosso do Sul nas atuações econômicas e turísticas internacionalmente. “Os produtos sul-mato-grossenses aumentaram nas prateleiras internacionais e o turismo internacional cresceu (dentro de Mato Grosso do Sul). Estamos em uma crescente de público internacional desde o pantanal até Bonito”, afirmou.
Por João Arakaki
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