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A comissão especial criada pela Procuradoria-Geral do Município (PGM), em conjunto com a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) e a Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg), entrega nesta segunda-feira (8) o relatório final que avalia as irregularidades no contrato de concessão do Consórcio Guaicurus, responsável pela operação do transporte coletivo em Campo Grande.
O documento é resultado de aproximadamente três meses de análises técnicas, levantamentos documentais e discussões promovidas pela comissão, incluindo uma audiência pública realizada na última terça-feira (2). A expectativa é que o relatório sirva como base para as decisões da Prefeitura em relação ao futuro da concessão, incluindo a possibilidade de uma intervenção no sistema.
Em entrevista ao Jornal da Hora nesta segunda-feira (8), o diretor-presidente da Agereg, Paulo da Silva, afirmou que os elementos observados durante a investigação indicam que a intervenção pode ser o único caminho para restabelecer a qualidade do serviço prestado.
Segundo ele, até o pedido da justiça para que a prefeita fizesse a intervenção, em 4 de dezembro, não havia nenhuma manifestação por parte do Consórcio Guaicurus em relação a nenhum assunto. Apenas nos últimos quinze dias é que houve uma manifestação, no sentido da aquisição de cem novos ônibus para atender a população.
“Claro que o poder público municipal nunca quis fazer a intervenção, porque ela sempre será traumática. Mas, diante de tudo o que está posto, eu acredito que não há outra alternativa e isso deve realmente acontecer. O consórcio está em condições precárias e não tem como operar. Claro que a decisão sempre será da prefeita. Nós, como secretários e gestores, vamos apoiá-la, oferecendo todas as condições técnicas necessárias para que tome a melhor decisão”, afirmou.
A decisão sobre uma eventual intervenção caberá à prefeita Adriane Lopes, que deverá analisar as conclusões apresentadas pela comissão antes de definir os próximos passos em relação ao contrato de concessão do transporte coletivo da Capital. No entanto, de acordo com Paulo, caso haja a intervenção a retomada dos serviços depende de um esforço conjunto.
“Todos os entes da cidade, do estado e até do governo federal serão importantes para resolver esse problema. Prefeita sozinha não resolve, a comissão sozinha não resolve, nós vamos precisar da Câmara de Vereadores, Tribunal de Contas, Governo do Estado, Tribunal de Justiça e até da sociedade civil organizada”, concluiu.
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Assista a entrevista na íntegra:
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