
Entrou em vigor no dia 1º de agosto, a nova mistura obrigatória de combustível no Brasil, chamada de E32. A principal mudança realizada foi o aumento no teor de álcool na gasolina comum, passando dos antigos 30% para agora 32%.
Neste contexto, o comentarista de Agronegócio, Fábio Duarte, abordou nesta terça-feira, dentro do Jornal da Hora, as questões que envolvem a gasolina E32. O bate-papo fez parte do quadro Hora do Agro, que acontece todas às terças-feiras às 7h, dentro do jornal.
O primeiro ponto abordado por ele foi a diferença entre o etanol comum, comercializado nos postos de gasolina ao redor do país, e o E32. “O etanol que compõe a gasolina é o etanol anidro, que tem um pouco menos de água, mas é um valor muito baixo, de 0,5%. E o etanol na bomba, descrito assim, tem um pouco mais de volume de água, mas mesmo assim, uma quantidade muito pequena. São diferentes, porém provenientes da mesma matéria prima”.
Duarte também explicou, aos microfones do Grupo hora, o que levou o Brasil a adotar essa nova composição. “A gasolina agora tem 68% de gasolina e 32% de etanol. Então, desde 1º de agosto de 2026, a gasolina passou a 32% de etanol anidro. Isso reduz a dependência da gasolina importada, e valoriza nosso produto. Enquanto mais etanol na gasolina, menor a quantidade da gasolina fóssil necessária”, complementou.
Além de ter benefícios econômicos para o país, segundo o comentarista, isso aumenta a participação de combustíveis renováveis e limpos. O E32 ainda é avaliado como não prejudicial aos veículos após diversos testes às frotas brasileiras.
Por João Arakaki
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