Há seis meses à frente da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania (Setescc), Marcelo Miranda destaca que o grande desafio da pasta é dar acesso à população em geral. Em entrevista ao Jornal da Hora desta sexta-feira (07), ele falou sobre o processo de modernização que a secretaria tem passado, além das metas estabelecidas.

Entre os importantes itens que compõem o plano de metas, há três principais: o Edital de R$7 milhões para o esporte, que deve sair no final de agosto; a utilização da verba resultante da Lei Paulo Gustavo e a informatização de todos os processos da secretaria, que passa a possibilitar uma maior democratização do acesso aos direitos pela população.
Segundo Miranda, entre muitas responsabilidades e frentes de trabalho, o maior desafio da Setescc na verdade, é garantir que todos possam ter acesso aos recursos disponíveis, e os resultados da bolsa atleta são ilustrações e provas de quantas pessoas podem ser alcançadas caso haja sucesso neste trabalho.
“Nós tivemos em 2022 menos de 1000 inscritos na bolsa-atleta. Agora com esse processo totalmente digital que a gente fez, hoje você faz a inscrição pelo seu celular, e triplicou o número de inscritos. E o que é isso? É a democratização do acesso a esses programas. É isso que a gente quer, que a pessoa no local mais distante do estado, não tenha que se deslocar a Campo Grande, que não tenha que ter gasto com Sedex… Nós queremos que ele pegue o celular, que ele pegue o computador e consiga fazer todo o processo”, disse o secretário.
Além do acesso aos recursos de esporte, também há a necessidade de serem desenvolvidas as outras áreas da secretaria. Segundo o secretário, os recursos existem, mas muitas das vezes a grande dificuldade na verdade vem de etapas burocráticas do processo, como inscrição e envio de documentação.
“A questão é para as pessoas menos favorecidas terem acesso a esses recursos, porque quando você cria qualquer tipo de dificuldade, você diminui esse acesso, porque ou a pessoa tem que se deslocar para Campo Grande, ou ele tem outro custo protocolar. Parece besteira, mas o custo é elevado. Então, se a gente quer realmente fazer com que esse recurso chegue, principalmente as pessoas que têm dificuldade na execução de projetos, nós precisamos criar esses processos de democratização do acesso aos editais”, concluiu o titular da pasta.
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Por Reuel Oliveira
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