Prefeitura acusa consórcio Guaicurus de desvio de recurso na venda de garagem de ônibus

Foto: Juliano Ameida

O Município de Campo Grande acusa o Consórcio Guaicurus de um suposto desvio milionário de recursos na venda de sua principal garagem de ônibus. A transação do imóvel, localizado na Avenida Gury Marques, foi integrada às investigações que envolvem a intervenção administrativa no transporte público da capital.O caso ganhou novos desdobramentos com dados do Processo Fiscalizatório nº 43435/2026-96, conduzido pela Agereg (Agência Municipal de Regulação dos Serviços Delegados). De acordo com a auditoria, o imóvel foi vendido em 2021 por um valor registrado em escritura de R$ 7,7 milhões, embora constasse nos livros contábeis da concessionária com valor bruto de R$ 14.405.170,30. A prefeitura aponta indícios de “descapitalização patrimonial” e contesta o fato de a propriedade ter sido repassada para uma empresa pertencente aos mesmos donos (a família Constantino)

Acusação da Prefeitura

Sustenta que os recursos da venda deveriam ter sido obrigatoriamente revertidos em melhorias no sistema, como a renovação da frota ou manutenção do equilíbrio financeiro. Além disso, há uma tese jurídica em debate de que a garagem seria um “bem reversível”, devendo retornar ao patrimônio municipal ao término do contrato.

Defesa do Consórcio Guaicurus:

 O grupo nega qualquer irregularidade e afirma que o negócio totalizou R$ 9,9 milhões (sendo R$ 7,7 milhões da garagem e R$ 2,2 milhões de um lote lateral). A defesa alega que a diferença para o valor contábil decorre da depreciação acumulada do ativo. O consórcio argumenta ainda que as garagens são propriedades particulares não reversíveis e cobra uma dívida de R$ 27 milhões da prefeitura por suposto descumprimento do subsídio da tarifa técnica

Sustenta que os recursos da venda deveriam ter sido obrigatoriamente revertidos em melhorias no sistema, como a renovação da frota ou manutenção do equilíbrio financeiro. Além disso, há uma tese jurídica em debate de que a garagem seria um “bem reversível”, devendo retornar ao patrimônio municipal ao término do contrato.

Defesa do Consórcio Guaicurus:

 O grupo nega qualquer irregularidade e afirma que o negócio totalizou R$ 9,9 milhões (sendo R$ 7,7 milhões da garagem e R$ 2,2 milhões de um lote lateral). A defesa alega que a diferença para o valor contábil decorre da depreciação acumulada do ativo. O consórcio argumenta ainda que as garagens são propriedades particulares não reversíveis e cobra uma dívida de R$ 27 milhões da prefeitura por suposto descumprimento do subsídio da tarifa técnica.

Por Marcelo Nunes

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