
Para o presidente da Câmara de Vereadores de Campo Grande, Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), falta na capital uma gestão mais participativa. Em entrevista ao Jornal da Hora nesta quarta-feira (12), ele enfatizou que para uma boa gestão, a saúde tem que ser prioridade zero.
“O que está faltando na saúde é uma gestão mais participativa, conversar com os hospitais. A saúde tem que ter um um olhar diferente, porque se seu filho de noite, por exemplo, tá com pontada de pneumonia ou seu pai tá infartado ou sua mãe precisa de urgência, quem tem o plano de saúde, tem dificuldade às vezes até de chegar no hospital do convênio, até demora a atender. Aí você imagina a pessoa que tá pelo SUS. Chega no posto de saúde, nem médico tem, e tá lá a criança chorando de dor ou o pai tá infartado em cima de uma mesa”, refletiu.
O vereador enfatiza que a pessoa responsável pela secretaria de saúde tem que ter um olhar diferenciado para a população, sem fazer politicagem em cima da pasta. “A pessoa tem que gostar do povo e saber a dor das pessoas”.
“A secretária de saúde é diferente, é uma pasta que você não pode querer ganhar dinheiro em cima dela. Se o remédio custa R$14 reais, você tem que brigar para custar R$9, não é você pagar R$17 reais em uma caixa de remédio que custa R$14. Eu acho que a saúde tem que brigar para diminuir preço, baixar preço, porque quanto menos dinheiro você pagar nesse remédio, você vai comprar mais volume”.
Carlão enfatiza que, antes de infraestrutura, asfalto e outras reivindicações, a saúde tem que estar em primeiro plano.
“O poder público tem essa obrigação, é constitucional dar uma saúde de qualidade. Então, não adianta o cara se achar o bom da boca. Bom da boca não, a saúde é um setor que tem que ter sangue de povo para ficar ali. Então, eu falei para o Sandro (Secretário Municipal de Saúde) que se ele não tiver essa vontade de resolver, que saia de lá e volte para a Câmara”, concluiu.
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