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O uso de celulares durante a condução de veículos é um comportamento moderno extremamente comum, no entanto um dos mais perigosos no trânsito brasileiro. Inserido no conjunto de práticas conhecidas como “direção distraída”, que inclui ações como comer ou tomar tereré ao volante, o manuseio de dispositivos móveis se destaca, colocando em risco motoristas, passageiros e pedestres.
Em entrevista ao Jornal da Hora, na manhã desta sexta-feira (17), o psicólogo especialista em trânsito da Agência Municipal de Transporte e Trânsito de Campo Grande (Agetran), Renan Soares Jr., explica que existe uma defasagem na legislação brasileira sobre o uso de celular ao volante. Segundo ele, essa lacuna contribui para a banalização da prática.
“A nossa legislação de uso do celular é bastante antiga, esse ano ela está fazendo 10 anos. Naquela época nós não tínhamos os aplicativos de mobilidade e de trajeto que temos hoje, então nada disso está regulamentado e você não sabe o que pode e o que não pode. Isso acaba contribuindo para uma liberalidade que leva a comportamentos comuns de ver hoje”, explica.
Os números reforçam a preocupação. Dados da Secretaria Nacional de Trânsito mostram que, apenas nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, mais de 600 mil multas foram aplicadas no país por uso de telefone celular enquanto se dirige. A infração é considerada gravíssima e além da penalidade financeira, também soma sete pontos na carteira.
Para Renan, o problema vai além de uma simples distração, já que diferente do que acontece no ambiente de trabalho ou no ambiente familiar, as consequências são graves. “Não se trata apenas de perda de atenção ou produtividade. No trânsito, essa distração pode resultar em sinistros e até na perda de vidas”, alerta.
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Assista a entrevista na íntegra:
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