Sem discussão, Energisa deve renovar concessão até 2057, segundo sindicalista

Hegemônica no Mato Grosso do Sul com 90% da distribuição de energia no estado, a Energisa deve seguir presente nos municípios pantaneiros, já que a empresa tem grandes chances de conseguir uma nova concessão para atuar sem nenhuma discussão no MS. A decisão, que deve ser tomada em setembro, estima um acréscimo de mais 30 anos de exclusividade, ou seja, até 2057.

Atuante no estado desde 1997, a empresa que antes era Enersul se transformou em Energisa em 2014 e é soberana no MS. Para Élvio Vargas, Secretário geral do Sinergia/Ms, a concessão é prejudicial para o estado, já que a instituição foca apenas no lucro e não no serviço. Em entrevista ao Jornal da Hora desta sexta-feira (11), Élvio falou sobre o assunto, e criticou a falta de concorrência da empresa.

Foto: Evelyn Mendonça

“A concessão é um assunto que no mínimo tem que ter debate. Nós temos que ter contrapartidas, mas não tem concorrência. As empresas têm um faturamento absurdo, e nós ainda temos problemas de precarização através da terceirização. Com a sociedade, nós temos que ver como está a tarifa social, como está o atendimento e como está a qualidade”, disse Vargas.

O Secretário, que se encontrou com Alexandre Silveira ,ministro de Minas e Energia em Brasília no último dia 10 para discutir o tema das concessões por todo  país, fez um alerta para o setor público. Para ele, é necessário que a Assembleia Legislativa tenha mais atenção ao tema, que é de interesse de toda a sociedade.

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“Nós temos que chamar atenção da Assembleia Legislativa e da Câmara de Vereadores, porque o estado é o dono da concessão.  A Assembleia deveria fazer audiências públicas, chamar a Energisa para participar, chamar o Ministério de Minas e Energia. Primeiro precisa entender esse processo, nós estamos em 2023 ainda faltam 4 anos, por que que antecipa-se? E depois a gente precisa fazer as nossas reivindicações, as nossas as nossas contrapartidas”, concluiu o secretário.

Assista a entrevista na Íntegra

 

Por Reuel Oliveira