“Senado federal precisa de uma virada de página”, declara Tereza Cristina

Foto: Marcos Oliveira, Agência Senado

Apesar das especulações que colocam a senadora Tereza Cristina como possível candidata à vice-presidência nas eleições de 2026, a parlamentar reforçou, em entrevista ao Jornal da Hora na manhã desta segunda-feira (30), que pretende permanecer no Senado, atuando diretamente no fortalecimento da Casa.

Em um cenário político marcado por tensões entre os poderes, pedidos de impeachment e sucessivos escândalos, a senadora defendeu a necessidade de mudança de postura no Senado Federal. “O Senado Federal precisa de uma virada de página”, afirmou, ao comentar a crescente descrença da população em relação à política.

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Segundo ela, o distanciamento entre representantes e sociedade tem se intensificado. “A população nos olha e nos pergunta o que nós estamos fazendo lá. A gente se sente mal, mas hoje ainda somos minoria”, declarou.

A crise recente envolvendo pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, impulsionados por desdobramentos do caso Banco Master, também foi mencionada pela senadora como um dos fatores que agravam o cenário de instabilidade e desconfiança.

No contexto da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, Tereza Cristina destacou sua atuação ativa ao longo das investigações. De acordo com a parlamentar, seu posicionamento foi pautado pela defesa da transparência e pela responsabilização dos envolvidos em irregularidades.

A senadora também criticou o desfecho da CPMI, apontando falhas na condução dos trabalhos e a falta de aprofundamento nas investigações. Entre os pontos levantados, ela destacou a perda do relatório final e o que classificou como omissão de parte dos parlamentares.

“É muito ruim quando a gente vê o Congresso, principalmente o Senado, omisso em relação às situações que estão acontecendo”, disse. Para ela, o curto período de funcionamento da comissão comprometeu a apuração completa das denúncias. “É uma vergonha essa CPMI não ter tido no mínimo 30 a 45 dias para que a gente pudesse ir um pouco mais a fundo nas fraudes dos consignados”, completou.

Por Redação Grupo Hora

Assista à entrevista na íntegra:

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