Após incêndios históricos, prevenção segue como principal arma contra o fogo no Pantanal

Capitão Pedrozo no estúdio do Grupo Hora. Foto: Maria Luiza Massulo

Seis anos após os incêndios que devastaram o Pantanal, o combate às queimadas continua sendo um dos principais desafios enfrentados pelos órgãos ambientais e de segurança em épocas de seca no Pantanal. Em julho de 2020, a região começou a ser tomada por grandes focos de incêndio que culminaram em um dos maiores desastres ambientais da história recente do bioma. O fogo consumiu quase 4 milhões de hectares e estimativas apontam que pelo menos 17 milhões de animais vertebrados morreram diretamente em decorrência das chamas.

Em entrevista ao Jornal da Hora, na manhã desta sexta-feira (19), o chefe de operações da Diretoria de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul, Capitão Pedrozo, falou sobre as estratégias adotadas pela corporação para responder de forma rápida e eficiente a situações em que o fogo foge do controle.

Segundo o militar, o uso do fogo nem sempre representa um problema ambiental. Em alguns casos, a prática pode ser utilizada como ferramenta de manejo para reduzir o acúmulo de material combustível que se torna altamente inflamável durante o período de estiagem no Pantanal.

“Usar o fogo em alguns momentos é até bom, exatamente para eliminar esse material combustível que suscitou e é bastante sensível no período de estiagem do Pantanal. Hoje o IMASUL até tem condições facilitadas para que os proprietários consigam a permissão, com a lei do manejo integrado do fogo. Mas também existem as queimadas irregulares”, explicou.

De acordo com Pedrozo, o principal risco está justamente nas queimadas realizadas sem autorização ou conhecimento técnico adequado. Muitas vezes, essas ações têm como objetivo promover o desmatamento para abertura de áreas de pastagem ou eliminar o excesso de matéria orgânica acumulada no solo.

Nesses casos, a falta de planejamento e de técnicas apropriadas pode fazer com que as chamas se espalhem rapidamente com a ação dos ventos, provocando incêndios florestais de grandes proporções. Para o Corpo de Bombeiros, a prevenção e o manejo adequado continuam sendo fundamentais para evitar que tragédias como a registrada há seis anos voltem a se repetir no Pantanal.

Assista a entrevista na íntegra:

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