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Enfim, chegamos ao momento mais importante desta Copa do Mundo. Encerrada a primeira rodada, todas as atenções da torcida brasileira se voltam para uma única pergunta: Neymar vai jogar ou não?
Enquanto aguardamos a resposta, o mundo já assistiu aos principais protagonistas entrarem em cena. Vimos Lionel Messi, Cristiano Ronaldo, Harry Kane, Luka Modrić, Vitinha e tantos outros jogadores de destaque mostrando sua qualidade e liderança dentro de campo. Cada um à sua maneira, assumindo o papel de referência de suas seleções.
No caso do Brasil, a expectativa continua concentrada em Neymar. Gostem ou não de seu estilo, é impossível ignorar sua importância técnica e sua capacidade de decidir partidas. O camisa 10 está próximo de retornar e, na minha visão, pode ser justamente o brilho que ainda falta a uma seleção que, até aqui, não empolgou como se esperava.
Sempre acreditei que os grandes jogadores recebem um tratamento diferente dos adversários. Não é novidade. Basta lembrar o que vimos recentemente na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro, quando muitos defensores pareciam entrar em campo mais preocupados em neutralizar o atacante do que propriamente disputar a bola. Era a velha tentativa de “quebrar o ovo de ouro”, impedir que o talento pudesse fazer a diferença.
Mas isso já ficou para trás. O presente aponta para um Brasil que está a apenas dois jogos da classificação para a próxima fase. E ninguém imagina que será uma caminhada tranquila.
O futebol mudou. Hoje não existem mais adversários ingênuos ou seleções meramente figurantes. A globalização do esporte levou conhecimento, estrutura, preparação física e tática para praticamente todos os cantos do planeta. A distância entre as grandes potências e as equipes consideradas emergentes diminuiu consideravelmente.
Por isso, as chamadas “zebras” já não podem ser tratadas como grandes surpresas. O equilíbrio é uma das marcas do futebol moderno. Em muitos confrontos, o que define o vencedor é justamente a presença de um jogador diferenciado, de um gênio capaz de decidir nos detalhes.
E é exatamente por isso que Neymar continua sendo tão importante para o Brasil. Jogadores comuns existem aos montes. Craques capazes de mudar o rumo de uma partida em um único lance são raros.
Não será surpresa se esta Copa apresentar semifinalistas diferentes daqueles que a tradição costuma apontar. O torneio já demonstrou que reputação não ganha jogo e que camisa pesada, sozinha, não resolve mais.
Mas, em meio a tanto equilíbrio, ainda acredito no valor dos talentos especiais. E, se Neymar estiver realmente pronto para voltar, o Brasil ganhará não apenas um jogador. Ganhará esperança, criatividade e a possibilidade de ter em campo alguém capaz de fazer a diferença quando a bola começar a queimar.
Jornalista, formado na Universidade Mogi das Cruzes (SP). Trabalhou na CBN, Globo e SBTMS. Assessor de imprensa e editor do site EsporteMS desde 2003.
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