Corredor Bioceânico abre novas oportunidades para pequenos empreendedores; diretora do Sebrae MS explica como

Sandra Amarilha no estúdio do Grupo Hora. Foto: Maria Luiza Massulo

Em fase de conclusão, o Corredor Bioceânico já começa a movimentar o planejamento econômico de Mato Grosso do Sul. Embora a obra tenha impacto direto nos municípios localizados ao longo da rota, os efeitos da nova ligação logística devem se estender para diferentes regiões do Estado, criando oportunidades para empresas de diversos segmentos.

A avaliação é da diretora-técnica do Sebrae/MS, Sandra Amarilha, que participou do Jornal da Hora, nesta sexta-feira (26). Durante a entrevista, ela destacou que o empreendimento deve fortalecer a logística, ampliar o fluxo de mercadorias e estimular novos investimentos, beneficiando cidades que sequer estão localizadas no traçado do corredor.

Segundo Sandra, o impacto econômico será distribuído por diferentes polos, que já começam a se estruturar para atender às novas demandas.

“Nós temos oportunidades para o Estado todo. Não apenas para os municípios que estão situados no corredor, mas o movimento logístico tende a ser bastante grande. Maracaju, por exemplo, mesmo não estando no limite da estrada, já está se organizando como um grande hub de serviços com inteligência logística. Bataguassu, onde também teremos entrada de veículos, e Três Lagoas seguem esse mesmo movimento”, afirmou.

A expectativa é de que o aumento da circulação de cargas e pessoas gere novas oportunidades de negócios, fortaleça cadeias produtivas e amplie a oferta de serviços em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul.

Empreendedores precisam se preparar

Além de destacar o potencial econômico do Corredor Bioceânico, Sandra Amarilha também orientou os pequenos empreendedores sobre como aproveitar as oportunidades que devem surgir com a nova rota internacional.

Segundo ela, um dos primeiros desafios é superar a barreira da comunicação, especialmente para os negócios instalados em municípios que passarão a receber um fluxo maior de turistas, transportadores e empresários estrangeiros.

Para a diretora do Sebrae, investir no aprendizado do espanhol pode representar um diferencial competitivo para empresas que desejam ampliar sua atuação.

“Às vezes a gente acha que o nosso portunhol é suficiente, mas nós não somos compreendidos. A gente até compreende o espanhol, mas eles têm dificuldade de compreender o nosso jeito de falar”, explicou.

A recomendação faz parte de um conjunto de estratégias defendidas pelo Sebrae para que pequenos negócios estejam preparados para atender um mercado mais internacionalizado e aproveitar o potencial econômico que deve acompanhar a conclusão do Corredor Bioceânico.

Por Maria Luiza Massulo

Assista a entrevista na íntegra:

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