Fazer uma doação em vida pode tornar a transmissão patrimonial um processo organizado, planejado e muito mais célere do que a realização de todo o processo de sucessão após o falecimento.

Em entrevista ao Jornal da Hora desta segunda-feira (22), o Dr. Rodolfo Bertim, da Bertin Anacleto Advogados, explicou que a doação em vida transforma o processo seguro juridicamente falando e evita brigas, conflitos e incertezas na família.
Durante a entrevista, o Dr. também desmistificou a respeito da perda do controle dos bens após a sucessão patrimonial. Segundo ele, através da cláusula de usufruto, um pai pode passar uma empresa para seu filho, mas seguir à frente do negócio recebendo seu faturamento.
“Você imagina um pai que trabalhou a vida inteira e depois ter que pedir dinheiro pro filho pra ir ao médico. Então nós vamos colocar cláusulas que o pai e a mãe vão manter o poder de gestão desse patrimônio todo. O pai e a mãe vão poder vender os bens que estão nessa empresa, todo o lucro daquela empresa vai ser direcionado para os pais. Os filhos vão ser apenas os proprietários das cotas, mas quem vai gerir, administrar e decidir o que fazer são os pais.
Conforme explicou, com a imposição da cláusula de usufruto, os filhos só terão poder sobre a empresa a partir da falta dos pais.
Por Reuel Oliveira
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