Servidores estaduais acumulam quase R$7 bilhões em empréstimos consignados
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Com um volume de dívidas que já chega a R$7 bilhões, o funcionalismo público de Mato Grosso do Sul enfrenta uma grave crise financeira que afeta cerca de 42 mil servidores estaduais. Os dados, divulgados pelo deputado estadual Junior Mochi (MDB) em entrevista ao Jornal da Hora, na manhã desta terça-feira (12), foram repassados pela Secretaria de Estado de Administração (SAD) e alertam para o avanço do superendividamento entre os servidores públicos.
Segundo o parlamentar, que tem articulado medidas junto ao Governo do Estado em parceria com o Fórum dos Servidores Públicos de Mato Grosso do Sul, o cenário exige uma resposta do poder público para conter o agravamento da situação. O levantamento aponta ainda que os servidores aposentados concentram os maiores débitos, enquanto entre os servidores da ativa há casos de comprometimento extremo da renda mensal com empréstimos e financiamentos.
“Existem servidores, e não são poucos, que chegam a dever 70%, 80% e até 90% da própria remuneração. Isso gera impactos na vida pessoal e familiar, além de comprometer a produtividade e a responsabilidade profissional desses trabalhadores junto ao Estado. Precisamos adotar medidas, e essas medidas cabem ao Estado, que é quem autoriza esses credenciamentos”, afirmou Junior Mochi.
De acordo com o deputado, após a conclusão do levantamento inicial, foi solicitada a relação completa das instituições financeiras credenciadas para oferta de empréstimos consignados aos servidores estaduais. O objetivo é identificar quais empresas atuam no setor e quais taxas de juros são praticadas, para, a partir desse diagnóstico, construir uma proposta de enfrentamento ao problema.
“Na minha concepção, precisamos, primeiro, reduzir o número de instituições financeiras autorizadas a operar esse tipo de crédito. Segundo, garantir que essas instituições pratiquem taxas dentro da legalidade”, defendeu.
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Assista a entrevista na íntegra:
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