“MS será outro estado”: diz presidente da Setlog sobre retomada da Malha Oeste

Foto: Divulgação Aescom ANTT

Uma das principais ferrovías do Brasil e a mais importante do Mato Grosso do Sul, a Malha Oeste irá retornar a operação. Foi aprovado pelo Ministério dos Transportes, o Plano de Outorgas da Malha Oeste. O plano irá construir a nova da Malha, possibilitando sua reativação. 

O projeto trabalha nos 1.593 km da ferrovia entre Corumbá e Mairinque (SP). Serão cerca de R$82,5 bilhões investidos na Malha Oeste durante 57 anos da concessão da ferrovia que ainda terá uma ligação com a Bolívia e acesso aos portos fluviais sul-mato-grossenses. 

Diante da expectativa do retorno da Malha Oeste, o Jornal da Hora recebeu nesta terça-feira (23) o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística do MS (Setlog MS), Cláudio Cavol. 

Cláudio Cavol no estúdio Grupo Hora. Foto: Reuel Oliveira

Aos microfones do Grupo Hora, Cláudio Cavol destacou que a Malha Oeste fez parte da história de desenvolvimento do MS. Segundo ele, com o amplo funcionamento das linhas férreas, o estado poderá crescer ainda mais e atingir seu potencial. 

“Essa ferrovia é de suma importância para o MS e faz parte da história. Certamente o MS não teria se desenvolvido como se desenvolveu rapidamente. No passado não muito distante, nós achávamos que o MS logo logo suplantaria o Mato Grosso em termos de produção, cultura e renda per capita. Infelizmente nós ficamos para trás e isso se deve também a falta de uma ferrovia importante e moderna. Esperamos que com essa nova outorga a gente consiga atingir esse sonho”, disse. 

Apesar da expectativa para o retorno da Malha Oeste, o presidente da Setlog apontou para a necessidade de um projeto bem estruturado com setores de engenharia e logística. Conforme ele, sem a devida infraestrutura, as linhas férreas não serão atraentes.

“Não basta simplesmente a empresa ganhadora dizer ‘ó eu vou colocar a ferrovia novamente em funcionamento’. Não é só isso. Tem obras de engenharia que ela tem que fazer, tem viadutos. Não adianta colocar um trem que passa por muitas cidades no interior onde não conseguem desenvolver uma velocidade adequada para levar os produtos de uma forma eficiente. Se isso não acontecer, o caminhão vai continuar competindo com o trem e vai inviabilizar todo esse projeto”, apontou. 

Foto: Reprodução Ministério dos Transportes

Apesar dos processos para retorno da Malha Oeste ainda estarem se iniciando e da necessidade de projetos bem estruturados, Cavol destacou com entusiasmo o impacto positivo do retorno da rodovia para o MS

“Era um sonho de poucos e hoje é realidade para muitos. Todos nós seremos beneficiados e com toda certeza o Mato Grosso do Sul será outro estado quando ela estiver totalmente implantada e pronta”, concluiu. 

Por Reuel Oliveira

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