Análise: Brasil x Panamá coloca pulga atrás da orelha de Ancelotti sobre formação e escalação

Carlo Ancelotti admite possibilidade de mudar time após bom segundo tempo e melhora com três meio campistas

Paquetá comemora gol com camisa do Brasil. Foto: Buda Mendes

Na despedida do Brasil antes do embarque para a Copa do Mundo, a Seleção Brasileira goleou o Panamá por 6×2, diante de 72 mil torcedores presentes no Maracanã.

Para o jogo, o técnico Carlo Ancelotti colocou em campo o time que deve estrear contra o Marrocos. O Brasil começou com: Alisson no gol, Wesley, Bremer, Léo Pereira, Alex Sandro na defesa, Casemiro e Bruno Guimarães no meio e um ataque com Luís Henrique, Raphinha Vinicius Jr. e Mateus Cunha

O primeiro gol saiu nos primeiros segundos de jogo, com Vinicius Jr. Com esse início, a expectativa seria de um jogo muito tranquilo, mas o Brasil teve alguns problemas. 

Aos 13’ o Panamá empatou após cobrança de falta desviar na barreira e “matar” o goleiro Alisson. Na sequência, o Brasil teve dificuldade para criar chances  e dominar a partida.  Foi só aos 38’ que o Brasil retomou a frente no placar. Após ótima jogada de Vinícius Júnior, que foi o destaque do primeiro tempo, Casemiro completou de cabeça e fez o segundo gol brasileiro da partida.

Vini Jr. e Luiz Henrique comemoram gol do camisa 7. Foto: Nelson Terme/CBF

Ao final do primeiro tempo, uma questão ficou clara: O time com características de transição rápida e muita velocidade, não conseguiu dominar o jogo e acionar seus atacantes em boa parte do jogo. A amostragem deixou claro que o Brasil precisa de uma segunda forma de jogar, que pode ser utilizada em situações onde o adversário não deseje a posse de bola ou asfixie o Brasil.

Segundo tempo coloca dúvidas na cabeça de Ancelotti 

No retorno para o segundo tempo, dez mudanças.  Ederson no gol, Ibañez, Danilo, Léo Pereira (único que retornou para a segunda etapa) e Douglas Santos na defesa, Fabinho, Danilo e Paquetá no meio e Endrick, Rayan e Igor Thiago no ataque.

Rayan comemora seu primeiro gol pela Seleção. Foto: X @fifaworldcup_pt

Com as mudanças, o Brasil passou a dominar mais o setor do meio campo, manter a bola e a criar mais chances. A diferença foi ocasionada pela presença de um jogador a mais no meio. A imposição técnica e numérica no setor ajudaram o Brasil a trabalhar a bola com mais qualidade, evitar perdas de posse e consequentemente saídas rápidas do adversário, e a na construção de jogadas entre as linhas de marcação panamenhas.

Com uma equipe com maior poder de trabalho de bola e com gols de Igor Thiago, Danilo, Paquetá e Rayan, o Brasil naturalmente construiu o placar elástico. 

Apesar do domínio brasileiro, o Panamá descontou no final, aos 84’ com Harvey

A partida deixou uma pulga atrás da orelha de Ancelotti. Durante entrevista coletiva, o treinador analisou a partida da equipe do segundo tempo e elogiou os jogadores. 

“A atuação da segunda parte é uma atuação importante para a equipe e para os jogadores que entraram, mostraram qualidade e mostraram que podem competir com os outros”, disse. 

Ao ser questionado se a boa partida de Danilo e Paquetá e a formação com três meio-campistas poderá ser utilizada, Carleto disse que existe a possibilidade da mudança da formação e time titular,  

“Sim, passa pela minha cabeça a possibilidade de mudar a equipe e mudar de estratégia. Acho que o jogo da segunda parte me dá mais dúvida. Isso para mim é bom, é importante ter uma dúvida positiva”, disse. 

Sobre ter um time titular definido 100%, Ancelotti negou e brincou: “De uma coisa estou seguro, vão ser 11 no primeiro jogo”. 

O Brasil volta a campo no sábado (06), quando enfrenta o Egito, já em território americano, no último compromisso antes da estreia na Copa do Mundo.

A Seleção Brasileira estreia na Copa do Mundo no dia 13 de junho, contra o Marrocos. Ainda na primeira fase, o Brasil enfrenta Haiti, no dia 19, e Escócia no dia 24.

Por Reuel Oliveira

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