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O Ivinhema encerrou sua participação no Campeonato Brasileiro Série D com uma campanha histórica para o Mato Grosso do Sul. O Azulão foi a primeira equipe do estado a chegar na terceira fase da competição, o que garantiu o time na edição do próximo ano.
A equipe de Douglas Ricardo foi eliminada pelo ASA – Al, após duas derrotas, por 2×1 e 4×0. Apesar da frustração, o time saiu do torneio de cabeça erguida e com foco no preparo para o próximo ano.
Ao Grupo Hora, o treinador da equipe, técnico Douglas Ricardo destacou o bom desempenho da equipe, mesmo diante de times com orçamento muito superior ao Ivinhema e à média sul-mato-grossense.
“Fizemos um trabalho muito bom não só para o Ivinhema, mas para todo o MS, apesar de ter menos recursos que as demais equipes. Nós fomos uma das equipes que teve menos recursos. Nós enfrentamos adversários com orçamento 10 vezes mais. Nós mostramos que dá sim para melhorar e para competir, só que nós precisamos de mais estrutura e mais investimento”, disse.
A campanha é uma prova da força do futebol do estado e de que o torcedor sul-mato-grossense pode sim sonhar com o retorno dos clubes regionais à um lugar de destaque nacional. Para isso, porém, Douglas Ricardo afirmou que é necessário investimento na infraestrutura, além de um trabalho de gestão profissional.
“Estamos ficando para trás nesse aspecto [estrutura]. A maioria das equipes tem um centro de treinamento bom, questão financeira com orçamento muito bom. Então nós realmente estamos para trás, mas dá para correr atrás e dá para, se as pessoas realmente quiserem, melhorar. Nós temos profissionais que têm condições de trabalhar, de fazer esse trabalho”, disse.
A respeito do futuro, Douglas Ricardo foi enfático ao afirmar que os clubes e escolinhas do MS precisam tratar com cuidado a base. Para ele, a formação de novos jogadores de futebol precisa buscar a essência.
“Mato Grosso do Sul sempre teve atletas de muito bom nível, aqui sempre apareceram jogadores bons. Acho que na nossa base nós perdemos muito […] as escolinhas são em gramado sintético, perdemos um pouco daquela essência […] Às vezes falta um pouquinho daquilo de machucar o dedão, nós perdemos a nossa essência”, disse.
Apesar da eliminação, o Ivinhema provou que é possível competir, mas que é preciso profissionalismo e boa gestão à frente dos clubes. Enquanto isso, o torcedor sul-mato-grossense espera o momento em que o futebol regional irá voltar a ocupar lugar de destaque no Brasil.
Por Reuel Oliveira
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