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A Seleção Brasileira começa seu caminho no mata-mata da Copa do Mundo nesta segunda-feira (29), diante do Japão. Após se classificar em primeiro lugar no Grupo C, o Brasil chega para o dezesseis avos de final, fase inédita na Copa, sonhando com a conquista da taça após um jejum de 24 anos.
Do outro lado, um adversário muito organizado, veloz e que faz parte da cultura campo-grandense. A partida irá mexer com as emoções milhares de cidadãos da Capital com raízes japonesas.
Campo Grande possui cerca de 15 mil descendentes de japoneses, sendo a terceira maior colônia japonesa do Brasil. Recentemente, no dia 18, a comunidade celebrou o aniversário de 118 anos da imigração japonesa para o Brasil.
Um desses campo-grandenses com raízes nipônicas é o estudante Carlos Eduardo Galvão Tomaoka, 22. O jovem disse torcer para o Brasil, mas gostaria que o enfrentamento fosse em uma fase mais aguda.
“Eu estou bem empolgado sim. Vou torcer para o Brasil, mas eu queria que Japão e Brasil se enfrentassem mais para frente, para que o Japão pudesse chegar mais longe. Quero muito que o Brasil ganhe […] Mas eu simpatizo com o Japão. Parte da minha família tem origem japonesa e essa cultura esta nas minhas raízes, mas aqui é Brasil”, disse.
O Brasil entra em campo nesta segunda-feira, às 13h, no NRG Stadium, em Houston. A arbitragem estará por conta de Maurizio Mariani, italiano, que tem média de 4.64 cartões amarelos por jogo.
Por Reuel Oliveira
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