Intervenção no transporte: Leinha reforça papel fiscalizador da Câmara Municipal

Vereador Leinha no estúdio do Grupo Hora. Foto: Maria Luiza Massulo

Após decreto de intervenção na concessão do transporte coletivo de Campo Grande, o juiz Eduardo Lacerda Trevisan determinou o bloqueio de R$ 46 milhões do Consórcio Guaicurus. O montante deverá ficar à disposição da equipe interventora e ser utilizado na manutenção e operação do sistema de transporte público.

A medida é resultado de uma série de investigações iniciadas em março de 2025, após a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte pela Câmara Municipal. A intervenção é considerada inédita na Capital e marca uma nova etapa na apuração de possíveis irregularidades relacionadas à prestação do serviço.

Em entrevista ao Grupo Hora, na manhã desta quarta-feira (17), o vereador Leinha (Avante) comemorou a decisão da Prefeitura e ressaltou o papel da Câmara Municipal na fiscalização da intervenção.

“A Câmara de Vereadores não foi omissa e foi a única gestão que conseguiu colocar o dedo na ferida e apontar realmente os erros e equívocos que existiam dentro do consórcio”, afirmou.

Segundo o parlamentar, além de acompanhar a atuação da equipe interventora, o Legislativo também pretende fiscalizar a aplicação dos recursos que passarão a ser administrados durante o período de intervenção.

“Como Câmara Municipal, nós hoje temos o poder de fiscalizar também a comissão e esse interventor que vai entrar. Não adianta ele achar que vai ter milhões e ninguém vai fiscalizar, porque a gente quer ver se realmente vai ser bem-sucedida a atuação dele”, declarou.

Durante a entrevista, Leinha ponderou que a população não deve esperar mudanças imediatas no sistema. Segundo ele, eventuais melhorias tendem a ocorrer de forma gradual e poderão servir de base para decisões futuras sobre o contrato de concessão.

O vereador também avaliou que a renovação da frota, uma das principais reivindicações dos usuários e da própria Prefeitura, não deve ocorrer neste primeiro momento. Para ele, a substituição dos veículos precisa vir acompanhada de investimentos na infraestrutura viária da cidade, especialmente na recuperação do asfalto utilizado pelas linhas de ônibus.

Por Maria Luiza Massulo

Assista a entrevista na íntegra:

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