Em entrevista ao Jornal da Hora desta segunda-feira, pré-candidato sugeriu revisão na cobrança do transporte de cana, eucalipto e minérios
O pré-candidato a deputado estadual, Jerson Domingos (União Brasil) defendeu uma reformulação na cobrança do Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário do Estado do Mato Grosso do Sul (Fundersul) beneficiando os produtores de bezerros.
A declaração foi dada no Jornal da Hora desta segunda-feira (01). Durante a entrevista, Jerson defendeu a isenção de pagamento do imposto dos agropecuários sobre o transporte de bezerros de quatro a 12 meses, período do desmame.

“É importante nós abrirmos uma discussão com os sindicatos rurais e com o criador em anistiar o Fundersul do bezerro de quatro meses a 12 meses. Isso não causaria um impacto muito grande na receita bruta do Fundersul porque nós temos uma receita aproximada de R$ 1,2 bilhão e a desmama contribui com aproximadamente R$100 milhões. Então chegou o momento de nós reconhecermos o quanto o criador já contribuiu para anistiar”, disse.
Na defesa da reforma, Jerson argumentou que o setor que coloca mais carga pesada nas estradas é quem mais contribui para estragá-las, sendo justo que esse setor arque com uma parcela maior do custo de manutenção da malha viária.
Segundo Domingos, apesar da necessidade do benefício aos produtores, o fundo que arrecada recursos para o financiamento de obras de infraestrutura rodoviários não pode diminuir sua arrecadação. Para garantir a implementação da anistia, sem afetar o Fundersul, Domingos defendeu a reforma da cobrança sobre o transporte do eucalipto.
“Nós teríamos que então rever a cana de açúcar que recolhe o Fundersul, quais são os seus valores, qual é o valor recolhido pelo transporte do eucalipto. […] Então, quem é que tem que pagar mais este fundo para contribuir na recuperação da malha viária do Estado? O eucalipto. Ele pesa, em média, 0,8 tonelada por metro cúbico, eu não sei dimensionar quantas toneladas de eucalipto é produzido por hectare e qual é o prejuízo que isso causa à malha viária”, explicou.
O deputado ainda citou o transporte de minério produzido em Corumbá, que não paga o imposto do Fundesul. Segundo ele, a cobrança sobre este produto já iria compensar a isenção dos produtores de bezerro.
“O transporte do minério que sai de Corumbá. 70% é depositado em Porto Esperança, ali nas barcaças e 30%, 40% desse produto corta o MS todo e não paga o Fundersul. Então faria a compensação de abrir mão do bezerro com a tributação de fundo por parte do minério, da cana e do eucalipto”, concluiu.
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Por Reuel Oliveira
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Assista a entrevista na íntegra
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