O Estado já confirmou sete mortes por chikungunya neste ano e investiga outros quatro óbitos suspeitos

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Mato Grosso do Sul acumula 4.214 casos prováveis de chikungunya desde o início de 2026. Em uma semana, o Estado somou mais 557 registros da doença, entre confirmações e suspeitas. A incidência chega a 144,1 casos por 100 mil habitantes — quase 13 vezes maior que a média nacional, de 11,4.
Além disso, Mato Grosso do Sul já confirmou sete mortes por chikungunya neste ano e investiga outros quatro óbitos suspeitos. Em todo o Brasil, são 15 mortes confirmadas — ou seja, quase metade está concentrada no Estado.
O Brasil tem 24.378 casos prováveis de chikungunya. Assim, Mato Grosso do Sul representa 17,2% do total nacional. O Estado lidera o ranking de incidência desde o início do ano, seguido de Goiás (95,6), Rondônia (30,7), Minas Gerais (30,4), Mato Grosso (18,4), Tocantins (16,8) e Rio Grande do Norte (12,3).
Os dados foram publicados nesta semana, no painel de monitoramento das arboviroses do Ministério da Saúde, com informações atualizadas até o último sábado (4). No último boletim epidemiológico da SES-MS (Secretaria Estadual de Saúde de MS), eram 3.657 casos prováveis, até o dia 28 de março.
Sete mortes confirmadas
Uma mulher de 82 anos morreu por chikungunya em Jardim, no dia 23 de março deste ano. Outro óbito foi registrado em Bonito: um homem de 72 anos, que morreu em 19 de março.
Em Dourados, foram cinco vítimas indígenas — duas mulheres, de 69 anos (25 de fevereiro) e 60 anos (12 de março); um homem de 73 anos (4 de fevereiro); e dois bebês, ambos meninos, de um mês (19 de março) e três meses (6 de março).
Quatro óbitos em investigação
A cidade de Jardim, distante 239 quilômetros de Campo Grande, aguarda resultado de exame para confirmar se a morte de um homem, de 94 anos, no sábado (4), foi causada por chikungunya. Ele apresentava sintomas da doença.
Além disso, a cidade de Dourados investiga mais três mortes por suspeita de chikungunya. No domingo (3), morreram dois indígenas: um menino de 12 anos e um homem de 55 anos. Nesta terça-feira (7), houve o registro da primeira suspeita de morte pela doença fora da reserva indígena — uma menina de apenas 10 anos.
Os exames são coletados no município de residência do paciente e enviados para análise no Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública), em Campo Grande. Não há prazo para divulgação de resultados. Segundo o Ministério da Saúde, 51,68% dos casos prováveis em MS ainda aguardam a conclusão laboratorial.
Chikungunya mata e causa sequelas
Segundo o Ministério da Saúde, o vírus chikungunya também pode causar doença neuroinvasiva, que é caracterizada por agravos neurológicos, tais como: encefalite, mielite, meningoencefalite, síndrome de Guillain-Barré, síndrome cerebelar, paresias, paralisias e neuropatias. Óbitos são recorrentes nos grupos de risco, que são pessoas em extremos de idade, como bebês e idosos.
Sintomas:
- Febre;
- Dores musculares;
- Dor de cabeça;
- Dores intensas nas articulações;
- Manchas vermelhas pelo corpo;
- Dor atrás dos olhos;
- Dor nas costas;
- Conjuntivite não purulenta;
- Náuseas e vômitos;
- Inchaço nas articulações;
- Coceira na pele, que pode ser generalizada ou localizada nas palmas das mãos e solas dos pés;
- Diarreia e/ou dor abdominal;
- Dor de garganta;
- Calafrios.
A doença começa na fase aguda, que dura de 5 a 14 dias, e é caracterizada pela febre e pelas dores nas articulações. De 15 dias a três meses, ocorre a fase pós-aguda. Se os sintomas persistirem, o Ministério da Saúde considera que a fase crônica já está instalada. Mais da metade dos acometidos por chikungunya sofre com a dor nas articulações, que pode persistir por anos.
Como me proteger?
Confira dicas práticas de prevenção, segundo o Ministério da Saúde:
- Estique ao máximo as lonas usadas para cobrir objetos e evitar a formação de poças d’água;
- Guarde garrafas, potes e vasos de cabeça para baixo;
- Descarte garrafas PET e outras embalagens sem uso;
- Coloque areia nos pratos de vasos de planta;
- Guarde pneus em locais cobertos ou descarte-os em borracharias;
- Amarre bem os sacos de lixo;
- Mantenha a caixa d’água, os tonéis e outros reservatórios de água limpos e bem fechados;
- Não acumule sucata e entulho;
- Limpe bem as calhas de casa e as lajes;
- Instale telas nos ralos e mantenha-os sempre limpos;
- Limpe e seque as bandejas de ar-condicionado e geladeira;
- Elimine a água acumulada nos reservatórios dos purificadores de água e das geladeiras;
- Mantenha em dia a manutenção das piscinas.
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Fonte: Midiamax
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