Há quase 40 anos atuando com a formação de cidadãos e jogadores de futebol através da Escolinha Pelezinho, Júlio César de Souza, o Pelezinho, se tornou referência em categorias de base no Mato Grosso do Sul.

Enquanto se prepara para celebrar o quadragésimo aniversário da instituição, o fundador e administrador da escolinha foi o entrevistado do Jornal da Hora desta quinta-feira (16). Aos microfones do Grupo Hora, Pelezinho explicou o porquê da capital do estado ter diminuído as formação de novos atletas, e apontou a gestão dos clubes como responsáveis.
“A gestão das equipes dos nossos clubes pecaram muito, não valorizaram as categorias de base e priorizaram os profissionais e os profissionais são caros. O investimento mesmo na categoria de base não teve, sempre tinha na equipe principal […] trazem jogador de fora para o profissional mas a base não tem esse investimento”, disse.
Além do cenário regional, Pelezinho também avaliou a condição do Brasil na formação de novos atletas e jogadores únicos. Segundo ele, o Brasil só voltará a ter alto nível no futebol internacional quando voltar os investimentos para as escolinhas.
“Para o Brasil voltar a ter uma preponderância no futebol internacional, nós temos que retornar a nossa origem. Nós temos que formar jogadores como tínhamos antes, jogadores abusados, que dão drible, que dão um chapeuzinho, que onde o Brasil desequilibrava. Normalmente a Seleção tinha cinco, seis excepcionais tipo fora de série e os outros cinco excelentes, então tinha-se uma seleção de jogadores com competência técnica. O que aconteceu na Copa é um reflexo”, concluiu.
Por Reuel Oliveira
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