A Copa do Mundo não aceita covardia

Foto: Reprodução FIFA

A Argentina está classificada para a final da Copa do Mundo e enfrenta a Espanha, após eliminar a Inglaterra nesta quarta-feira (15), por 2×1 em mais uma virada. Porém o destaque desta vez não está na Argentina, mas sim na Inglaterra.

Após um primeiro tempo com muitas disputas físicas e poucas chances claras de gol, a Inglaterra abriu o placar na segunda etapa. Aos 55’ Gordon recebeu cruzamento de Rogers e estufou as redes.

Depois de sofrer o gol, a equipe de Lionel Scaloni passou a controlar a partida, manter a posse e ainda viu a entrada gradual de seus atacantes que estavam no banco de reservas. As mudanças fizeram as linhas de marcação da Inglaterra recuarem cada vez mais, o que pareceu ser também a ideia de Thomas Tuchel, treinador da Inglaterra

Tuchel recuou suas linhas, substituiu seus jogadores que gostam de manter a posse por defensores e organizou seu time em um 5-4-1.

O problema é que depois de virar diante do Egito e de marcar nos minutos finais diante de Cabo Verde e Suíça, a Argentina já havia mostrado que não pode receber espaço para jogar. Mesmo assim, Tuchel preferiu pagar para ver e abriu mão do futebol. A virada passou a ser questão de tempo.

Após bolas na trave e defesas milagrosas do goleiro Pickford, Enzo Fernandes acertou um chutaço aos 85’ e empatou a partida. Nos acréscimos, Lautaro Martínez recebeu cruzamento de Messi e virou o jogo.

Agora a Argentina enfrenta a Espanha na final da Copa do Mundo, enquanto a Inglaterra disputa com a França o terceiro lugar.

Da mesma forma como ocorreu com o Brasil – leia a crônica aqui – a Copa do Mundo puniu a covardia e mostrou para quem quer ser campeão, que é necessário muito mais do que bons nomes: é necessário ter atitude.

A disputa do terceiro lugar acontece neste sábado (19) às 17h, no Hard Rock Stadium. A grande final da Copa do Mundo acontece no domingo, às 15h, no MetLife Stadium.

Por Reuel Oliveira
Artigo de Opinião

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