
Os desafios enfrentados pela Santa Casa de Campo Grande voltaram ao centro do debate após a divulgação das demonstrações contábeis da instituição, que apontam um déficit financeiro de R$124,582 milhões em 2025. O balanço, publicado no Diário Oficial desta segunda-feira (6), mostra um aumento de aproximadamente R$26 milhões em relação ao exercício anterior e reforça a preocupação com a sustentabilidade financeira do hospital.
A auditoria independente que acompanha as contas da instituição também destacou incertezas quanto à capacidade de continuidade das operações, diante do cenário financeiro enfrentado pelo hospital.
Em entrevista ao Jornal da Hora, na manhã desta terça-feira (7), o deputado estadual Lucas de Lima (PL) comentou a situação e afirmou que uma das estratégias para reduzir a sobrecarga dos hospitais de Campo Grande é ampliar a capacidade de atendimento no interior do Estado.
Segundo o parlamentar, o Governo de Mato Grosso do Sul tem investido na regionalização da saúde, fortalecendo a estrutura hospitalar fora da Capital para diminuir a concentração de atendimentos na Santa Casa e no Hospital Regional.
“O governo criou uma parceria público-privada, que vai começar a ser feita a partir do ano que vem, e vai construir um grande anexo no Hospital Regional com mais leitos e atendimentos. Agora, todo dinheiro que for enviado nunca será o suficiente e os hospitais sempre vão estar no vermelho. É preciso uma gestão mais eficiente e mais apoio das pessoas para o uso dos postos de saúde e das UPAs, que devem ser procurados para o primeiro atendimento e não encher demais a Santa Casa e o Hospital Regional”, afirmou.
O parlamentar também se manifestou favorável à abertura de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a situação da Santa Casa. Para Lucas de Lima, diferentemente das investigações anteriores, a comissão deve apresentar resultados efetivos, esclarecendo à população os problemas enfrentados pelo hospital e apontando responsabilidades tanto da instituição quanto do poder público.
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Assista a entrevista na íntegra:
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