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O relatório parcial elaborado pela equipe de intervenção no Consórcio Guaicurus revelou um cenário financeiro e operacional considerado preocupante para o transporte coletivo de Campo Grande. O documento, entregue na última segunda-feira (6), reúne os primeiros 15 dias de atuação da intervenção e aponta que a concessionária acumula cerca de R$20 milhões em dívidas com instituições financeiras e fornecedores.
As informações foram apresentadas aos vereadores da Câmara Municipal e também apontam problemas na operação do sistema. Entre eles, estão a frota envelhecida, com aproximadamente 190 ônibus em circulação há mais de 10 anos, e falhas na gestão da concessão, incluindo atrasos no pagamento de tributos desde 2014.
Em entrevista ao Jornal da Hora, na manhã desta quarta-feira (8), o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Coletivo, vereador Lívio Leite, demonstrou preocupação diante dos dados apresentados pela equipe interventora, principalmente no que diz respeito aos impactos que isso pode ter na prestação do serviço.
“Ele identifica que a empresa está com uma situação financeira um pouco preocupante, devendo mais de R$20 milhões. O interventor garantiu que a preocupação principal é a manutenção dos serviços, mas a gente expressou uma preocupação para que esse serviço não parasse, tendo em vista que a Prefeitura entra dentro do consórcio e assume todos os ônibus, toda operação e os pagamentos. Quando você vê já um rombo de R$20 milhões, isso realmente pode pôr em risco a continuidade do serviço”, relata.
Segundo o vereador, a Câmara Municipal também tem cobrado celeridade no processo de intervenção para que os relatórios parciais sirvam de base para a definição do futuro da concessão. Entre as possibilidades estão a manutenção do contrato, a decretação de sua caducidade, com eventual rompimento da concessão, ou a realização de uma nova licitação para o transporte coletivo da Capital.
Lívio Leite também defendeu que qualquer decisão preserve o interesse dos usuários e afirmou que a Câmara é contrária a um eventual aumento da tarifa durante o processo de intervenção.
Assista a entrevista na íntegra:
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